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Minha Casa, Minha Vida passa a financiar imóveis de padrão mais elevado

Programa amplia o crédito, incorpora novas faixas de renda e reposiciona o mercado habitacional

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O Minha Casa, Minha Vida entrou em uma nova fase e começa a alterar não apenas o perfil dos compradores, mas também o tipo de imóvel financiado no país. Desde a reformulação iniciada em 2023, o programa ampliou seu alcance e passou a atender, de forma mais consistente, famílias de renda média, com condições mais competitivas de crédito.

Ao longo de 2024 e 2025, ajustes sucessivos nas regras de financiamento ampliaram limites e melhoraram as condições de acesso. Em março de 2026, uma nova rodada de atualizações aprofundou esse movimento, consolidando o reposicionamento do programa no mercado imobiliário.

A atualização mais recente, publicada em 24 de março (MCID nº 2037), elevou os limites de renda, ampliou o valor dos imóveis financiáveis e reduziu as taxas de juros — mudanças que aumentam o acesso e tornam o programa mais aderente à realidade da classe média.

“Apesar disso, a percepção ainda não acompanhou a evolução. Existe um entendimento antigo sobre o Minha Casa, Minha Vida, que não reflete mais o momento atual do programa. Hoje, ele atende a classe média com condições bastante atrativas, mas muita gente ainda não sabe disso”, explica Demitre Radtke, Gerente de vendas Viva Corp.

Imóveis de maior valor entram no radar

Uma das principais mudanças está na ampliação das faixas 3 e 4, que passam a concentrar o crescimento do programa e a viabilizar o acesso a imóveis de maior valor.

O limite de renda familiar subiu de R$ 8,6 mil para R$ 9,6 mil na faixa 3. Já na faixa 4, a renda passou de R$ 12 mil para R$ 13 mil. Os tetos de financiamento também avançaram: o valor máximo do imóvel passou de R$ 350 mil para R$ 400 mil, com possibilidade de financiamento de unidades de até R$ 600 mil.

Na prática, isso significa que o programa deixa de se concentrar apenas em produtos de entrada e passa a incluir empreendimentos com melhor padrão construtivo, localização e infraestrutura.

Mais crédito amplia possibilidades de escolha

Com as novas condições, o potencial de financiamento aumentou, em média, entre R$ 30 mil e R$ 40 mil. Esse ganho real de crédito permite ao comprador acessar imóveis que antes estavam fora do seu alcance.

“Hoje, o cliente consegue olhar para imóveis que antes estavam fora da sua realidade. Isso muda completamente a experiência de compra e o perfil dos empreendimentos buscados. A estimativa é que cerca de 87 mil novas famílias passem a ser incluídas nessa faixa ampliada, o que mostra o tamanho do impacto dessa atualização”, afirma Demitre.

Mercado adapta projetos ao novo perfil

A mudança no perfil da demanda já começa a se refletir na estratégia das incorporadoras, que passam a desenvolver produtos mais alinhados a esse novo público. Os projetos incorporam soluções mais modernas, com foco em funcionalidade, segurança e qualidade de vida.

Um exemplo é o Aura, da Vivacorp, localizado em São José. O residencial conta com apartamentos de dois quartos, entre 47 m² e 51 m², com opções de suíte e área de lazer completa, além de tecnologias como acesso por reconhecimento facial e fechaduras eletrônicas. O projeto se enquadra nas condições do programa dentro da lógica das faixas ampliadas.

Faixas intermediárias ganham protagonismo

Com a reconfiguração do programa, incorporadoras com atuação voltada às faixas 3 e 4 ganham relevância no mercado. É o caso da Vivacorp, que concentra seus projetos nesse segmento e acompanha a evolução da demanda.

Nos últimos três anos, a empresa lançou, em média, cerca de 2 mil unidades. Para os próximos ciclos, a projeção é de 18 novos lançamentos até 2029, todos enquadrados nas faixas 3 e 4, com atuação concentrada em Santa Catarina.

“O mercado já está respondendo a essa mudança. Existe uma demanda importante por imóveis de melhor padrão dentro do programa, e hoje conseguimos atender esse público com produtos mais qualificados”, destaca Demitre.

Programa mais amplo, mas com foco habitacional

Mesmo com a ampliação do público e dos valores, o programa mantém seu caráter habitacional. Os imóveis adquiridos devem ser destinados à moradia, não sendo permitidos para investimento.

A compra de um segundo imóvel só é autorizada em situações específicas, como mudança de cidade comprovada. O uso do FGTS segue permitido para entrada, amortização ou pagamento de parcelas.

As atualizações mais recentes reforçam o Minha Casa, Minha Vida como uma política habitacional mais abrangente, que acompanha a realidade econômica do país e passa a atender diferentes perfis.

Ainda assim, o principal desafio está na informação. “Muita gente ainda não se reconhece dentro do programa, quando na verdade já poderia estar se beneficiando dessas condições. Esse é um momento importante de esclarecimento”, conclui Demetri.

Sobre a VivaCorp

A VivaCorp, por meio da Companhia CBA, atua há mais de 10 anos no desenvolvimento urbano, com projetos alinhados ao crescimento das cidades. A incorporadora se destaca pelo padrão construtivo e pela qualidade dos acabamentos.

Com presença em regiões estratégicas, a empresa participou de movimentos de expansão urbana e da formação de novos bairros. Como parte da estratégia de marca, apoia a música popular brasileira e tem como embaixador o grupo Menos é Mais. A VivaCorp desenvolve empreendimentos voltados à qualidade de vida e à experiência urbana.

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