A Prefeitura de São José deu início à fase de comunicação e engajamento do Método Wolbachia, uma tecnologia inovadora e sustentável que reforça o combate à dengue, Zika e chikungunya no município. Desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o Ministério da Saúde, e operada pela Wolbito do Brasil, a iniciativa beneficiará diretamente 143.718 moradores de oito bairros da cidade.
A etapa inicial tem como objetivo informar, orientar e aproximar a população do projeto antes da liberação dos mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia, uma bactéria naturalmente presente em diversos insetos e que impede o desenvolvimento dos vírus causadores dessas doenças no organismo do mosquito. Os bairros beneficiados serão Barreiros, Areias, Kobrasol, Ipiranga, Campinas, Serraria, Forquilhinha e Jardim Cidade de Florianópolis.
Para o prefeito Orvino Coelho de Ávila, a adesão ao programa demonstra o compromisso de São José com soluções modernas e eficazes para a saúde pública. “São José está sempre buscando tecnologias e estratégias que tragam mais segurança e qualidade de vida para a nossa população. O Método Wolbachia já apresenta resultados positivos em diversas cidades e chega ao município como mais uma importante ferramenta no enfrentamento à dengue e outras arboviroses. Nosso objetivo é proteger as famílias josefenses e fortalecer as ações preventivas de saúde”, destacou o prefeito.
Durante a fase de comunicação e engajamento, equipes Secretaria Municipal de Saúde, treinadas pela Wolbito do Brasil, promoverão atividades educativas em escolas, unidades de saúde, associações comunitárias e espaços públicos. Também serão realizadas campanhas em veículos de comunicação, redes sociais e materiais informativos para esclarecer dúvidas e estimular a participação da comunidade.
A secretária municipal de Saúde, Sinara Landt Simioni, ressalta que a informação e o envolvimento da população são fundamentais para o sucesso da iniciativa. “O Método Wolbachia é uma estratégia baseada em evidências científicas e reconhecida internacionalmente. Por isso, é fundamental que a população conheça a tecnologia, entenda como ela funciona e participe desse processo. A comunicação transparente fortalece a confiança da comunidade e contribui para alcançarmos melhores resultados no controle das arboviroses”, afirmou.
Após a conclusão desta etapa, terá início a liberação controlada dos chamados “Wolbitos”, mosquitos que carregam a bactéria Wolbachia. As solturas ocorrerão semanalmente por equipes especializadas e serão acompanhadas por monitoramento técnico e epidemiológico para avaliar a presença da bactéria e seus impactos na redução das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.
A tecnologia é considerada segura, não utiliza produtos químicos, não altera geneticamente os mosquitos e já apresentou resultados expressivos em diversas regiões do Brasil e do mundo. Em cidades como Niterói (RJ), estudos apontaram redução de até 70% nos casos de dengue, além de impactos positivos no controle da Zika e da chikungunya. A iniciativa é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e aprovada pela Anvisa.
Com a implantação do Método Wolbachia, São José passa a integrar um grupo seleto de municípios brasileiros que investem em inovação e ciência para fortalecer as ações de prevenção e promoção da saúde, ampliando a proteção da população contra as arboviroses.
Sobre o Método
O Método Wolbachia é conduzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o Ministério da Saúde, e operado pela Wolbito do Brasil. A estratégia é baseada em evidências científicas e integra o conjunto de ações nacionais de enfrentamento às arboviroses.
O Método Wolbachia utiliza mosquitos Aedes aegypti que carregam a Wolbachia, uma bactéria naturalmente presente em mais da metade dos insetos da natureza e que impede o desenvolvimento dos vírus das arboviroses no organismo do mosquito. Ao se reproduzirem, os insetos transmitem a bactéria para as próximas gerações, ampliando de forma progressiva e sustentável a presença da Wolbachia no ambiente. Com isso, os mosquitos têm capacidade reduzida de transmitir dengue, Zika e chikungunya.
A metodologia é duradoura: estudos de comprovação científica demonstram que, mesmo após oito anos das primeiras liberações, os mosquitos mantêm a bactéria Wolbachia de forma estável na população.
Atualmente, o Método está presente em 16 cidades no Brasil. as próximas cidades indicadas pelo Ministério da Saúde são: Ribeirão Preto, São Carlos, Araraquara e São José do Rio Preto (SP), Cariacica e Serra (ES), Contagem (MG), Foz do Iguaçu e Cascavel (PR) e Anápolis, Aparecida de Goiânia e Trindade (GO).








