InícioGERALSão José registra quase 10 mil abordagens contra ocupações irregulares em um...

São José registra quase 10 mil abordagens contra ocupações irregulares em um ano e meio

Força-tarefa reúne equipes da Susp, Guarda Municipal e Infraestrutura e já retirou mais de 400 caçambas de materiais de áreas públicas

spot_img
spot_img

São José intensificou, desde 2025, as ações de fiscalização e combate à ocupação irregular de áreas públicas. Em um ano e seis meses de operações, entre janeiro de 2025 e junho de 2026, as equipes responsáveis pelos trabalhos realizaram 9.850 abordagens em diferentes pontos da cidade.

A força-tarefa é coordenada pela Secretaria de Urbanismo e Serviços Públicos (Susp), com participação da Guarda Municipal e da Secretaria de Infraestrutura. O trabalho tem como objetivo garantir a segurança, a organização urbana e a livre circulação da população em calçadas, praças e outros espaços públicos.

No período, também foram registradas 513 abordagens envolvendo animais, enquanto as equipes recolheram 1.659 matérias cortantes, como facas e outros objetos que poderiam representar risco à população ou ser utilizados em ocorrências criminosas. Ao todo, 403 caçambas com materiais foram recolhidas das áreas públicas e 49 demolições foram realizadas.

Somente nos primeiros seis meses de 2026, foram contabilizadas 3.609 abordagens, 134 envolvendo animais, além do recolhimento de 429 matérias cortantes e 159 caçambas. Os números se somam aos resultados registrados ao longo de 2025, quando foram realizadas 6.241 abordagens, 379 abordagens com animais, recolhidas 1.230 matérias cortantes e 244 caçambas, além de 49 demolições.

Entre os principais pontos de atuação estão os bairros Kobrasol, Campinas, Barreiros e Areias. As operações ocorrem de forma permanente e buscam evitar a ocupação irregular de espaços destinados ao uso coletivo, além de prevenir situações que possam comprometer a segurança e a mobilidade.

O secretário da Susp, Michael Rosanelli, reforça que a fiscalização é contínua e necessária para manter a cidade organizada. “Não podemos permitir esse tipo de ocorrência na nossa cidade. Calçadas e praças não são locais para residências improvisadas. Se estiverem atrapalhando, provocando desordem ou colocando a população em risco, vamos atuar”, afirma.

Michael também destaca que os fiscais possuem poder de polícia administrativa e que, em situações de violência ou risco, a Guarda Municipal e a Polícia Militar são acionadas. “Nosso objetivo é garantir que praças e calçadas estejam livres para a circulação segura das pessoas. Esse é um direito do cidadão”, completa.

Atendimento social

Paralelamente às ações de fiscalização, a Secretaria de Assistência Social de São José mantém um serviço especializado de abordagem à população em situação de rua. O atendimento conta com médicos e equipe multidisciplinar e funciona de segunda a sábado, buscando oferecer acolhimento, orientação e encaminhamentos.

Em situações específicas, a internação involuntária pode ser realizada mediante avaliação e laudo médico. O município também mantém parcerias com comunidades terapêuticas, casas de passagem e abrigos.

O prefeito Orvino Coelho de Ávila destaca que o município possui uma rede estruturada para acolher e oferecer alternativas às pessoas em situação de rua, ao mesmo tempo em que mantém o compromisso com a ordem pública. “A rua não é um local adequado para viver. Temos uma rede de atendimento social que acolhe, orienta e oferece alternativas reais. Mas a ordem pública deve ser respeitada. Não deem esmolas. Encaminhem para o Centro Pop. Nosso trabalho é sério e contínuo”, afirma.

O Centro Pop está localizado na Rua Tomé de Souza Oliveira, 104, no Roçado, e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O espaço oferece alimentação, higiene, atendimento psicossocial e encaminhamentos para o mercado de trabalho.

A Prefeitura de São José, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, também disponibiliza diariamente 40 vagas no abrigo noturno para acolher pessoas em situação de rua e seus animais de estimação. O acolhimento acontece na Casa Rosa, localizada na Rua João Amaral Rios, nº 561, no bairro Praia Comprida, das 19h às 7h.

Com a integração entre fiscalização, segurança, infraestrutura e assistência social, o município busca atuar tanto na preservação dos espaços públicos quanto no encaminhamento das pessoas em situação de vulnerabilidade para os serviços da rede municipal.

spot_img
spot_img
ARTIGOS RELACIONADOS
Publicidadespot_img
Publicidadespot_img
spot_img

Últimas do Informe Floripa