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Florianópolis trabalha acolhimento e inserção no mercado de trabalho para população migrante e imigrante

Entre as iniciativas está a Casa de Acolhimento para Pessoas Imigrantes

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A Capital catarinense recebe, em média, 33 novos moradores por dia. Nesse cenário, a Prefeitura de Florianópolis mantém e amplia, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, uma rede de atendimento voltada a pessoas e famílias migrantes e imigrantes, com ações de acolhimento, orientação e acesso a serviços e direitos. Neste processo, são consideradas as diferentes trajetórias e necessidades desse público, principalmente de acesso ao mercado de trabalho, para que possam seguir suas vidas por conta própria.

Entre as iniciativas está a Casa de Acolhimento para Pessoas Imigrantes, serviço parceiro cuja contratação está em andamento e que será oficialmente formalizado ainda neste mês de setembro. O espaço oferecerá abrigo temporário e atendimento especializado a famílias com crianças imigrantes que chegam à cidade em situação de vulnerabilidade. A equipe reúne profissionais que falam diferentes idiomas, facilitando a comunicação e o acesso aos serviços. O espaço também oferece aulas de português, além de apoio na regularização de documentos e na inserção no mercado de trabalho, contribuindo para a construção da autonomia das famílias atendidas.

A rede socioassistencial também já conta com outro abrigo temporário, mantido por meio de parceria, destinado a famílias de migrantes com filhos que chegam a Florianópolis em situação de vulnerabilidade social e sem recursos suficientes para se estabelecerem no município. O serviço oferece suporte inicial e encaminhamento e orientação para o acesso às políticas públicas, auxiliando as famílias na organização da vida na cidade e na busca por alternativas para alcançar maior autonomia.

A secretária municipal de Assistência Social, Zena Becker, destaca que a atuação da rede socioassistencial considera as diferentes trajetórias e necessidades das pessoas que chegam a Florianópolis.“Nosso objetivo é garantir que cada pessoa encontre, desde a chegada, o suporte necessário para acessar seus direitos, conhecer os serviços disponíveis e construir novos caminhos. São trajetórias diferentes, por isso nosso atendimento precisa ser humanizado, integrado e atento às necessidades de cada pessoa e família”, afirma.

Acolhimento desde a chegada

Para auxiliar as pessoas desde a chegada à cidade, a Secretaria Municipal de Assistência Social mantém um ponto de atendimento no Terminal Rodoviário Rita Maria. No local, uma equipe de assistentes sociais realiza o acolhimento, presta orientações e encaminha migrantes e imigrantes aos serviços da rede ou para alternativas que contribuam para que possam seguir a trajetória de forma independente, de acordo com as necessidades identificadas em cada atendimento.

“Colocamos o ponto de atendimento no terminal como uma estratégia para acolher as pessoas desde a chegada à cidade, e temos visto resultados muito positivos. Centenas de pessoas passam pelo local diariamente e, muitas vezes, chegam de outros municípios sem recursos ou qualquer tipo de suporte. Dessa forma, conseguimos identificar suas necessidades, orientar e apresentar os caminhos possíveis, sempre tendo como foco a construção da autonomia e um planejamento”, explica Zena.

Esse trabalho também pode resultar no encaminhamento de pessoas para o retorno às suas cidades de origem. Com a atuação das equipes da rede socioassistencial, cerca de 1000 pessoas já foram encaminhadas para esse retorno neste último ano. O processo é realizado a partir da escuta individualizada e da identificação das necessidades de cada pessoa, buscando, quando possível, a reconstrução dos vínculos familiares e comunitários e a criação de condições para um retorno seguro.

Diferentes serviços de acolhimento

Além dos abrigos temporários destinados a famílias com crianças migrantes e imigrantes em situação de vulnerabilidade, a Prefeitura mantém diferentes serviços de acolhimento voltados a públicos específicos, como mulheres em situação de violência, crianças e adolescentes, idosos e pessoas em situação de rua.

Entre essas iniciativas está a Passarela da Cidadania, referência no atendimento à população em situação de rua.

O trabalho realizado no local vai além do atendimento às necessidades imediatas e inclui ações voltadas à inclusão social e à construção de autonomia. Entre as iniciativas estão oficinas de capacitação e atividades de preparação para o mercado de trabalho, que possibilitam aos participantes desenvolver novas habilidades e ampliar as possibilidades de inserção profissional.

As ações também são articuladas com a Central de Trabalho e Oportunidades, responsável por aproximar as pessoas das vagas disponíveis e acompanhar os encaminhamentos para o mercado de trabalho. Somente neste ano, 254 pessoas conseguiram emprego por meio da iniciativa. Desse total, 57 também conquistaram moradia por meio de aluguel, dando novos passos para uma vida com mais estabilidade e dignidade.

A proposta é oferecer caminhos para que o atendimento emergencial seja o início de um processo de reconstrução de vínculos, acesso a oportunidades e conquista de melhores condições de vida em Florianópolis.

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