InícioADRIANO RIBEIROResultado que saiu das urnas projeta 2028 na Capital

Resultado que saiu das urnas projeta 2028 na Capital

A estratégia de Topázio/Botelho deu certo; nomes de esquerda como Marquito e Camasão foram bem votados; nomes como Cobalchini e Gean até saíram bem da Capital, mas fracassam ao tentar o mandato de deputado estadual

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O resultado que saiu das urnas neste domingo (4) projeta um pouco do cenário para a disputa da prefeitura de Florianópolis em 2028. O pleito municipal ainda está muito distante, mas a sinalização do eleitor aponta tendências. É comum ouvir que quando uma eleição termina, começa a próxima. Assim, os postulantes que comecem a trabalhar.

Na Capital a eleitorado mostrou que a estratégia do prefeito Topázio Neto (Podemos) em colocar seu braço direito Fábio Botelho (Podemos) para disputar uma vaga na Alesc deu mais do que certa. Botelho foi muito bem votado, inclusive superando até as expectativas mais positivas. Eleito com 39.164 Botelho é um nome certo nesse cenário municipal para 2028.

Mas, não é só a eleição que credencia o ex-chefe de gabinete do prefeito Topázio. É a solidez do projeto na Capital. A engenharia política montada surtiu muito efeito e a expressiva votação de 21.912 aponta que Botelho tem viabilidade para encabeçar o projeto em 28, se esse for o desejo do grupo político que governa a prefeitura atualmente. Lembrando que o PL é o principal parceiro do prefeito e passa por esse partido qualquer amarração para a sucessão.

Aliás, no PL também existem nomes que podem participar e até postular essa vaga. É o caso do eleito deputado estadual, Bruno Souza, que dos 40.327 votos, levou na Capital 18.267. Um capital político invejável. Ainda no PL, também na linha sucessória, tem a vice-prefeita Maryanne Mattos, que não disputou a eleição, mas é nome sempre considerado para suceder Topázio.

Outras lideranças que se consolidaram e podem compor a disputa em 2028 veem da esquerda. É o caso do deputado estadual Marquito (PSOL) que já disputou a eleição municipal passada. A força do psolista reside exatamente na Capital. Dos 65.199 votos que lhe reconduziram a mais um mandato, incríveis 37.062 saíram daqui. Também do PSOL, o vereador Camasão recebeu só em Florianópolis 13.530 votos, também mostrando força.

Outros nomes que disputaram a eleição passada também podem se posicionar em 2028. É o caso do deputado reeleito, Mário Motta. Apesar de ver seus votos na Capital reduzirem de mais de 20 mil em 2022 para 12.648, mostra que ainda continua forte.

Perderam força

Ainda no campo de centro, dois nomes que disputaram a eleição que passou – apesar de votação expressiva na Capital, em função da não eleição – mostram-se agora menos competitivos para a futura eleição municipal: são eles João Cobalchini (MDB) e Gean Loureiro (União Brasil).

Cobalchini até saiu com uma boa votação da Capital, com 11.341 votos, porém, o resultado final decepcionou. A dobradinha com o pai, o deputado federal, Valdir Cobalchini não surtiu efeito e apontou apenas 28.403. Segue como vereador e presidente da Câmara na Capital.

Já Gean Loureiro decepcionou pela tela que desenhava. A projeção era muito maior do que realmente saiu das urnas. Por ter disputado o governo do Estado em 2022, o grupo político de Loureiro falava antes da campanha começar em mais de 100 mil votos.

Mas, ao final, não conseguiu a eleição. Na Capital conquistou 11.421 votos e com 37.804 votos no total, ficou na suplência da Federação União Brasil/PP. Se quiser voltar a comandar a Capital, terá que amarrar muito acordo político. E, sem mandato, fica mais difícil.

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