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Florianópolis mantém maior inflação acumulada no ano entre capitais, aponta ICV da Udesc Esag

O resultado de Florianópolis supera a variação acumulada nacional, de 3,95%, em 1,22 ponto percentual

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O Índice de Custo de Vida (ICV) de Florianópolis acumulou alta de 5,17% nos nove primeiros meses de 2026, mantendo a cidade catarinense na liderança entre as capitais brasileiras pesquisadas pelo Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).

O resultado de Florianópolis supera a variação acumulada nacional, de 3,95%, em 1,22 ponto percentual. Na sequência do ranking aparecem São Luís (MA), com 4,72%, e Fortaleza (CE), com 4,52%. Curitiba (PR), com 2,60%, registrou a menor inflação acumulada no ano entre as capitais pesquisadas pelo ICV.

Em setembro, especificamente, Florianópolis registrou alta de 0,74% no custo de vida. O resultado ficou abaixo da variação nacional, de 0,82%, e colocou a capital catarinense entre as dez maiores altas do mês. Naquele mês, o  grupo Alimentação e Bebidas apresentou a maior alta entre os grupos pesquisados em setembro.

Entre os principais aumentos, destacam-se os preços de produtos do subgrupo de tubérculos, raízes e legumes, que subiu 40,49%. O tomate, por exemplo, teve alta de 56,50%, seguido pela batata inglesa, com aumento de 38,85%, e pela cebola de cabeça, que ficou 31,38% mais cara.

O resultado de setembro confirma a trajetória de inflação acumulada acima da média nacional observada ao longo de 2026 em Florianópolis. 

Inflação acumulada em 12 meses

Considerando o período de outubro de 2025 a setembro de 2026, Florianópolis acumulou inflação de 6,08%, segundo os dados consolidados do ICV. O índice coloca a capital catarinense na segunda posição entre as cidades pesquisadas, atrás apenas de Goiânia, que acumulou 6,10%.

A média nacional ficou em 4,58% no período. Florianópolis, portanto, apresentou uma inflação 1,50 ponto percentual acima do resultado brasileiro.

Também registraram índices superiores à média nacional no acumulado de 12 meses Grande Vitória (4,91%), Porto Alegre (5,00%), Fortaleza (5,12%), São Luís (5,37%), Campo Grande (5,48%), Recife (4,77%), São Paulo (4,74%) e Aracaju (4,73%), além de Goiânia e Florianópolis.

Na outra ponta, Curitiba apresentou a menor inflação acumulada em 12 meses, com 2,72%, seguida por Belo Horizonte, com 4,16%, e Belém, com 4,02%.

Sobre o ICV

Calculado desde 1968 pela Udesc Esag, o Índice de Custo de Vida (ICV) acompanha mensalmente a variação dos preços de 297 bens e serviços consumidos por famílias de Florianópolis com renda entre um e 40 salários mínimos.

A pesquisa utiliza a mesma metodologia adotada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o cálculo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o indicador oficial da inflação brasileira. A metodologia permite a comparação dos resultados de Florianópolis com os índices calculados para as demais capitais brasileiras.

A coordenação do levantamento é do administrador Hercílio Fernandes Neto, com apoio da economista da Fundação Esag (Fesag), Bruna Soto. O ICV da Udesc Esag é realizado com apoio da Fundação Esag.

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