A Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram), publicou nesta terça-feira, 30, a portaria do plano de manejo da maior Unidade de Conservação municipal. O documento regulamenta o zoneamento e as normas que devem orientar o uso da área protegida, contemplando nesta publicação o Refúgio de Vida Silvestre Municipal Meiembipe.
“Neste momento, estamos cada vez mais perto da aprovação e publicação da portaria de todas as Unidades de Conservação. As portarias dão ao plano o instrumento legal necessário para orientar as ações de gestão da unidade, enquanto o Plano de Manejo é o documento técnico que estabelece o zoneamento, as normas de uso e as diretrizes de conservação do refúgio. Com a publicação, agora tem início a fase de gestão da unidade, que é contínua e se desenvolve ao longo dos anos, conforme as diretrizes nela previstas”, explica o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Alexandre Waltrick.
O REVIS Meiembipe é a maior Unidade de Conservação de Florianópolis, com 5.972 hectares distribuídos em 18 bairros na porção centro-norte da Ilha, o equivalente a cerca de 12% do território municipal. Sua criação aconteceu em 2021, por meio do Decreto Municipal nº 23.324/2021. O nome Meiembipe tem origem guarani e remete à forma como o povo indígena se referia antigamente à atual Ilha de Santa Catarina.
“Nosso objetivo é proteger as UCs através de um planejamento com base técnica e uma gestão comprometida. É o que consideramos, sem exceção, na criação de todos os planos. Cada Unidade de Conservação carrega uma história própria de mobilização e estudos até chegar à sua consolidação e o plano de manejo é o que transforma esse esforço em diretrizes concretas para o dia a dia, incluindo ainda a participação direta das comunidades do entorno”, reforça o presidente da Floram, Fábio Henrique Machado.
A gestão da unidade será organizada a partir de agora em sete programas previstos no plano de manejo: regularização fundiária, proteção ambiental, uso público, pesquisa, manejo de recursos naturais, educação ambiental, patrimonial e comunicação, e saneamento e recursos hídricos. Cada um deles reúne diretrizes específicas que orientarão as ações da Floram e da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável ao longo dos próximos anos.








