A experiência brasileira na prevenção de conflitos e na construção de soluções consensuais para reduzir a judicialização será tema de um dos principais eventos internacionais dedicados à negociação e à mediação. O advogado catarinense Alberto Gonçalves de Souza Júnior, sócio do Gonçalves de Souza Advogados Associados, foi selecionado para apresentar um artigo na European Negotiation Conference 2026 (ENC 2026), que acontece nos dias 2 e 3 de julho, na Sciences Po, em Paris.
O trabalho, intitulado “Negociando Justiça: Estratégias de Diálogo Social para Reduzir Litígios e Reconstruir a Confiança nas Instituições Brasileiras”, propõe uma reflexão sobre um dos maiores desafios enfrentados pelo Brasil: a crescente litigiosidade, a demora na tramitação dos processos judiciais e a necessidade de fortalecer mecanismos de prevenção de conflitos por meio da negociação, da mediação e do diálogo institucional.
A European Negotiation Conference reúne pesquisadores, profissionais, formuladores de políticas públicas, representantes institucionais e especialistas em negociação e mediação de diversos países para discutir o futuro da negociação em um cenário marcado por transformações tecnológicas, instabilidade institucional, conflitos complexos e crescente necessidade de soluções colaborativas.
A seleção do artigo representa o reconhecimento internacional de uma contribuição brasileira para esse debate.
O artigo
No estudo, Alberto Gonçalves de Souza Júnior sustenta que o excesso de processos no Brasil vai além de um problema de natureza processual. Segundo o autor, a elevada litigiosidade revela uma crise mais ampla de confiança, governança e legitimidade das instituições.
A proposta é demonstrar que a mediação, a negociação e o diálogo social podem atuar como instrumentos estratégicos capazes de prevenir conflitos, reduzir custos, diminuir a dependência do Judiciário e construir soluções mais legítimas antes mesmo da judicialização.
O tema também dialoga diretamente com desafios enfrentados por empresas, sindicatos, profissionais liberais, entidades médicas, órgãos públicos e cidadãos que convivem diariamente com os custos e a morosidade dos processos judiciais.
“Levar esse debate a Paris é uma oportunidade de mostrar que o Brasil, apesar dos seus desafios institucionais, também pode contribuir com soluções. A mediação, a negociação e o diálogo social não são caminhos secundários; são instrumentos fundamentais para construir uma justiça mais eficiente, legítima e humana”, afirma Alberto Gonçalves de Souza Júnior.
Para o advogado, o excesso de ações judiciais exige uma mudança de perspectiva. “O excesso de processos no Brasil não pode ser tratado apenas como um problema do Judiciário. Ele revela uma dificuldade mais ampla de prevenir conflitos, construir confiança e resolver disputas de forma institucionalmente inteligente”, destaca.
Sobre o autor
Alberto Gonçalves de Souza Júnior é advogado e sócio do Gonçalves de Souza Advogados Associados. Atua nas áreas de contencioso, resolução de disputas, negociação, mediação e diálogo institucional, desenvolvendo estratégias jurídicas voltadas à redução da litigiosidade em temas envolvendo direito público, relações institucionais, conflitos coletivos, sindicatos, empresas e organizações.








