A possibilidade de caminhar até a farmácia, fazer compras no mercado da esquina, tomar um café com amigos ou chegar facilmente a uma consulta médica pode parecer um detalhe. Mas, para uma população que vive mais e busca envelhecer com autonomia, essa proximidade faz toda a diferença.
Cada vez mais, a qualidade de vida deixa de estar restrita ao apartamento e passa a incluir também aquilo que existe do lado de fora dele. Nesse cenário, bairros com infraestrutura consolidada, serviços diversificados e mobilidade tornam-se protagonistas de uma nova forma de morar, conhecida internacionalmente como Senior Living.
É justamente nessa direção que a Cota Empreendimentos prepara seu novo projeto, previsto para ser lançado ainda neste semestre, na região central de Florianópolis.
Para o diretor-presidente da Cota Empreendimentos, Fábio Joci Martins, a localização não foi uma escolha casual, mas parte do próprio conceito do empreendimento. “Quando pensamos neste projeto, entendemos que a localização precisava fazer parte da experiência de morar. A região central oferece comércio, serviços, saúde, lazer e mobilidade que permitem às pessoas viver com mais autonomia e praticidade. O entorno também contribui para a qualidade de vida.”
A proposta acompanha uma transformação demográfica que já influencia o planejamento urbano e o mercado imobiliário. Com o aumento da expectativa de vida, cresce também a procura por empreendimentos que favoreçam independência, convivência e permanência das pessoas em suas comunidades.
A cidade também faz parte do projeto
O projeto arquitetônico é assinado pelo escritório Schneider & Martins. Os interiores levam a assinatura da arquiteta Beatriz Zeglin. Especialista em geroarquitetura e referência nacional em projetos voltados à longevidade, Flávia Ranieri participou do empreendimento como consultora, orientando soluções relacionadas à acessibilidade, ergonomia, conforto e funcionalidade.
Segundo Flávia, a arquitetura começa dentro do edifício, mas não termina nele. “Um bom Senior Living é aquele que se conecta com a cidade e permite que as pessoas continuem vivendo o bairro, mantendo vínculos e participando da comunidade. A localização também faz parte do projeto.”
Para a arquiteta, um empreendimento preparado para a longevidade precisa considerar muito mais do que acessibilidade. “Não basta eliminar barreiras arquitetônicas. É preciso pensar na mobilidade, na cognição, na percepção sensorial, na segurança, na convivência e na liberdade de escolha. A arquitetura deve oferecer possibilidades, e não impor comportamentos.”
A consultoria de Flávia concentrou-se na adaptação dos ambientes para diferentes fases da vida, orientando soluções relacionadas ao dimensionamento dos espaços, circulação, iluminação, conforto térmico e acústico, ergonomia e flexibilidade, permitindo que os apartamentos acompanhem eventuais mudanças nas necessidades dos moradores sem perder qualidade arquitetônica.
Muito além de um condomínio
Outro diferencial do empreendimento será a operação da DOM Senior Living, especializada na gestão de residenciais voltados ao público sênior. A proposta reúne serviços voltados à promoção da longevidade ativa, integrando hospitalidade, bem-estar, atividades físicas e cognitivas, programação social e suporte ao cotidiano.
O modelo busca preservar a independência dos moradores, oferecendo apoio conforme suas necessidades e estimulando a convivência, a participação e a manutenção dos vínculos sociais.
Segundo Flávia Ranieri, essa integração entre arquitetura, serviços e cidade representa a principal tendência observada internacionalmente. “O foco deixa de ser apenas assistência e passa a ser longevidade ativa. As pessoas querem continuar conduzindo a própria vida, mantendo seus interesses, relações e participação na comunidade. Arquitetura para a longevidade não é preparar a casa para a velhice; é preparar a vida para continuar acontecendo.”
Para a diretora comercial da Cota Empreendimentos, Liliane Martins, esse movimento responde às novas expectativas de uma geração que deseja viver mais e melhor. “Hoje, a localização deixa de ser apenas um endereço e passa a fazer parte da qualidade de vida. Poder resolver a rotina caminhando, acessar serviços com facilidade e continuar conectado à cidade foi um dos princípios que nortearam o desenvolvimento do empreendimento.”
Mais do que acompanhar uma tendência do mercado imobiliário, o projeto procura traduzir uma mudança de comportamento: a de pessoas que desejam envelhecer preservando sua autonomia, seus vínculos e sua participação na vida da cidade.







