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Câncer de Pelé, Dinamite e Preta Gil é um dos mais comuns no mundo

O cirurgião do aparelho digestivo e oncológico de Florianópolis com mais de 20 anos de experiência no assunto, Danton Corrêa, fala um pouco mais sobre o assunto.

Recentemente o Brasil perdeu dois grandes ídolos do futebol, Pelé e Roberto Dinamite, que além do destaque nos gramados, tiveram em comum o câncer colorretal (intestino) como causa de suas mortes. Há poucos dias, a cantora Preta Gil anunciou estar com a mesma doença que é o segundo tipo de tumor mais frequente em mulheres e o terceiro em homens no país.

O cirurgião do aparelho digestivo e oncológico de Florianópolis com mais de 20 anos de experiência no assunto, Danton Corrêa, explica que além da predisposição genética, o grande crescimento no índice da neoplasia está relacionado com os maus hábitos alimentares e estilo de vida. “Estudos mostram que alimentos processados como linguiças,
salsichas, defumados, consumo excessivo de carne vermelha, sedentarismo, tabagismo, entre outros são hábitos que contribuem para o desenvolvimento da doença”, explica.

Prevenção

Segundo o médico, é importante ressaltar que o câncer de intestino pode ser evitado por meio do exame de colonoscopia em que é possível identificar e remover pólipos antes de se tornarem malignos. “A recomendação é de que o exame seja realizado a partir dos 45 anos e para aqueles que têm histórico familiar com a doença, 10 anos antes da idade em que o familiar apresentou o diagnóstico”.

Os sintomas associados geralmente são sangue nas fezes, diarreia ou prisão de ventre, dor ou sensação de inchaço abdominal, perda de peso sem um motivo específico, fraqueza e anemia.

Tratamento

O médico destaca que a medicina evoluiu muito e os resultados dos tratamentos têm sido bastante eficazes, especialmente quando o diagnóstico é na fase inicial. A cirurgia é o principal tratamento utilizado para a remoção das células tumorais, podendo ser associada
com a quimioterapia e radioterapia.

“O tipo de cirurgia depende da localização do câncer, tamanho, estágio da doença, entre outros fatores que determinarão a necessidade da remoção de um pequeno pedaço da parede do intestino ou de forma completa. Cada caso sempre será único e o tratamento deve ser discutido entre médico e paciente. Vale ressaltar que por mais que o tratamento tenha cada vez mais índices de sucesso, a prevenção e o diagnóstico precoce são muito importantes. Procure seu médico e faça sua colonoscopia para ter segurança que sua saúde está em dia”, finaliza Danton.

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