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Desterro autoral: a nossa música resiste e tem fome de vida!

Com diversas ações programadas gratuitas por toda a cidade, o projeto Desterro Autoral promoverá o encontro entre o público de Florianópolis com a sua rica produção musical

Você pode não ter ouvido falar do Desterro Autoral, mas certamente ele te encontrará pela cidade. Mais que um projeto, trata-se de um coletivo de ações que promoverá, ao longo dos próximos meses, o encontro entre a população de Florianópolis e a rica produção musical catarinense. Artistas e bandas da cidade estarão em circulação seja nas ruas, teatros, palcos e rodas de conversas.

Na próxima sexta-feira, 5 de julho, o Desterro estará no Centro da Cidade para a segunda intervenção “Na Rua” com a banda Dirty Grills – uma das principais revelações da cena do rock independente de Florianópolis e brasileira. A performance está marcada para às 18h, no TICEN. 

A largada do projeto aconteceu no dia 14 de junho com uma intervenção da banda Nouvella, que parou a esquina histórica da Rua Felipe Schmidt com a Trajano. Outras duas apresentações “Na Rua” estão programadas com as bandas Skrotes (11/08) e Exclusive e os Cabides (6/09).

Completam a programação os “Encontros Desterro Autoral” que, como o nome sugere, serão destinados a promover conversas, workshops e debates entre artistas, músicos e profissionais da música. O primeiro encontro acontecerá no dia 11 de julho com a participação do advogado, professor, consultor em Direitos Autorais e fundador da Phonolite, Guilherme Coutinho.

A palestra será no Cinema Gilberto Gerlach, no Centro Integrado de Cultura (CIC) de Florianópolis, das 19h até as 22h30min. As inscrições estão abertas na plataforma Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/encontro-desterro-autoral/2534509). 

Todos os eventos são gratuitos, abertos ao público, com classificação livre e contarão com ações de acessibilidade. 

O Desterro Autoral é idealizado pelos produtores culturais Arturo Valle e Marina Tavares e pelo músico Thiago Mates (banda Stella Folks). A produção é do Studio de Ideias – responsável por outros eventos que promovem a cultura urbana como o Street Art Tour, Curta o Parque e Hoje É Dia de Jazz Bebê.

Este é um projeto viabilizado pelo PIC (Programa de Incentivo à Cultura) do Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), e conta com as incentivadoras CASAS D’ÁGUA Materiais para Construção e Eletrodomésticos e Supermercados Imperatriz. 

Acompanhe toda a programação e os conteúdos no Instagram (@desterroautoral)

Para além das intervenções “Na Rua” e os “Encontros”, o Desterro programou outros eventos que seguem esse objetivo de tirar do isolamento artistas, bandas e o público da cidade. Entre eles estão o “Giro Desterro Autoral”, que estreará em agosto com as bandas Grillo e os Mosquitos, Apocalypse Cùier, MC Versa e Groove Hunters. Os “giros” atuarão no formato de mini festivais com pelo menos três bandas. 

 “A estreia do projeto foi com o “Na Rua” e foi impactante e surpreendente. A ideia é justamente ir ao encontro do público, ali onde ele cotidianamente faz o seu caminho, como calçadões, praças, teatros, esquinas. Essa é uma das ações do projeto que se estenderá com os “Giros” e os “Encontros”, explica o produtor cultural Arturo Valle.

Arturo complementa que “desde o início o propósito é esse: promover um legado artístico para a nossa cidade e Estado que seja uma nova referência para a música autoral no Brasil a partir da coletividade e pluralidade da nossa arte”

O músico Thiago Mates lembra que a ideia que resultou no Desterro teve início ainda em 2018, mas com um formato diferente. Então veio a pandemia e, neste tempo, os idealizadores repensaram a proposta que agora estreia na cidade. “A espera veio para amadurecer esse ideal de colocar em evidência a música Catarinense”, completa Mattes.

A Desterro de ontem, de hoje e sempre!

O projeto é batizado com o nome original da Ilha de Santa Catarina: Nossa Senhora do Desterro. Denominação que traz uma força histórica presente até os dias de hoje. 

“Desterro” é um termo que transcende as fronteiras geográficas e emocionais. Refere-se ao efeito de deportar, exilar-se, local de habitação, distanciamento do vínculo com a sua urbe natal, solidão, isolamento, nas também sugere lugar calmo ou inabitado.

Florianópolis um dia foi Nossa Senhora do Desterro. A “Desterro” de Cruz e Sousa e do Simbolismo, de Luís Delfino, o “Príncipe dos Poetas”, de Victor Meirelles. Passados 130 anos da mudança do nome por força de decreto e da pólvora, essa Desterro ainda habita o imaginário dos seus descendentes, habitantes nascidos aqui e aqueles que por essa cidade são acolhidos.

Não é por acaso que o símbolo do projeto é a “Bernunça-Dragão”, esse arquétipo místico idealizado pela artista visual Desiree, tendo o universo fantástico de Meyer Filho como inspiração. É fera feita por ideais, membros, cores, espíritos e simbolismos diversos, mas que juntos constroem algo grandioso e vivo. Ela simboliza a resistência da música autoral local e sua fome de viver. 

Saiba mais sobre as Dirty Grills

Formado em 2021 durante a pandemia em Florianópolis, o duo Dirty Grills, composto por Jéssica Gonçalves (guitarra e voz) e Mariel Maciel (bateria), transita em diversas vertentes do rock como grunge, garage, punk e stoner. O trabalho de estreia, lançado em 2022 e chamado “Faz teus corre irmão” é bem representativo da sonoridade crua que elas apresentam no palco. Em abril de 2024 lançaram o segundo EP “Dirty Grills” pelo selo Aurora discos, de SP, onde mostram um trabalho mais profissional, mas mantendo a essência crua e despretensiosa de sempre. Elas também foram convidadas para abrir o show da banda californiana The Lemonheads, que acontecerá no dia 13 de julho, em Florianópolis.

Saiba mais sobre Guilherme Coutinho

Doutor em Direito pela USP. Mestre em Direito pela UFSC. Visiting Scholar da American University (Washington/DC) em 2017. Certificado no curso CopyrightX (Harvard Law School). Palestrante com experiência internacional. Advogado, consultor e professor na área de direitos intelectuais e contratos desde 2008. Consultor da Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI) sobre metodologia de arrecadação da gestão coletiva (2021/22).  Pesquisador do Grupo de Estudos em Direito Autoral e Industrial (GEDAI/UFPR). Fundador da Phonolite, empresa especializada em direitos autorais e mercado da música que atua como editora, representante de artistas, gravadoras e promove eventos e cursos. 

Programação Desterro Autoral 

5 de julho — Desterro Autoral na Rua II com Dirty Grills, às 18h

Local: TICEN (Avenida Paulo Fontes, 701 – Centro)

Entrada: Gratuita

11 de julho — Encontro Desterro Autoral I – “Lançamentos musicais e Direitos Autorais”, com  o advogado, professor, consultor em Direitos Autorais e fundador da Phonolite, Guilherme Coutinho (Phonolite), das 19h às 22h30min

Local: Cinema Gilberto Gerlach, Centro Integrado de Cultura (CIC), Florianópolis (SC)

Entrada: Gratuita, mediante inscrição prévia na plataforma Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/encontro-desterro-autoral/2534509).

Agosto – Giro Desterro Autoral I, com Grillo e os Mosquitos, Apocalypse Cùier, MC Versa e Groove Hunters (Data será anunciada em breve)

3 de agosto — Encontro Desterro Autoral II, com Alessio (Horário a confirmar)

11 de agosto — Desterro Autoral na Rua III com Skrotes

15 de agosto — Encontro Desterro Autoral III, com MC Versa

6 de setembro — Desterro Autoral na Rua IV com Exclusive os Cabides

Produção: Studio de Ideias

O Desterro Autoral é um projeto viabilizado pelo PIC (Programa de Incentivo à Cultura) do Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), e conta com as incentivadoras CASAS D’ÁGUA Materiais para Construção e Eletrodomésticos e Supermercados Imperatriz.

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