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Escola de Oleiros Joaquim Antônio de Medeiros celebra 31 anos

Programação especial neste sábado (25) prevê apresentações e abertura de exposição natalina

São José está em festa neste sábado (25). A única escola de oleiros da América latina, a Escola Joaquim Antônio de Medeiros, fundada em 1992, comemora nesta data 31 anos, com mais de cinco mil alunos que aprenderam o ofício e viraram profissionais que produzem, abram novas olarias e resgatam a tradição de São José que já foi chamada de Capital da Louça de Barro. Uma programação especial foi preparada para comemorar a data na sede da unidade, a partir das 14h.

A coordenadora da Escola de Oleiros, Maria Terezinha Bez Vitório, mais conhecida como Tereza Bez, conta que São José mantém a tradição da louça de barro desde 1750, quando foi povoada por açorianos. Por um século muitas famílias viveram do sustento da produção de louças de barro (a região da Ponta de Baixo foi a que mais concentrou olarias na época). Com o declínio das louças de barro, um dos mestres oleiros que manteve a prática viva foi Joaquim Antônio de Medeiros, que em 1918 se tornou proprietário de uma olaria na Ponta de Baixo.

Na década de 50, São José abrigava cerca de 20 olarias, atualmente restam apenas quatro. A Escola de Oleiros Joaquim Antônio de Medeiros, no bairro Ponta de Baixo, fazia parte desta lista antes se tornar uma unidade formadora de novos oleiros. Atualmente, participam das aulas gratuitas mais de 190 alunos entre crianças, adolescentes e adultos.

O secretário de Cultura e Turismo, Charles Colzani, destaca a importância da unidade para o Município e para Santa Catarina. “Nossos quatro professores são mestres da Olaria e repassam o ofício, que a cada ano que passa se perde um pouco. As peças produzidas aqui levam o nome de São José para todo o Brasil e para o mundo”. Charles cita como destaque a produção cerâmica tatá, que é uma tradição açoriana, que representa esse resgate histórico e faz que São José seja conhecida pela produção de peças cerâmicas.

Na escola, o intuito é a formação de novos oleiros para que eles abram novas olarias e resgatem essa São José que já foi chamada de Capital da Louça de Barro, reforça Charles.  Hoje em dia, a casa de arquitetura luso-brasileira colonial, de acordo com a coordenadora da Escola, são oferecidas três modalidades de cursos gratuitos: curso tradicional da roda de oleiros, modelagem figurativa e modelagem diversas de segunda a quinta. As aulas possuem faixas etárias variadas, há alunos desde os nove até os 80 anos. As inscrições na escola abrem em fevereiro, quando é aberto o edital. São cursos semanais de manhã, à tarde e a noite.

Programação:

A comemoração dos 31 anos da escola será na sede da escola, na rua Frederico Afonso, 5545, Ponta de Baixo, a partir das 14h. Haverá apresentação das Rendeiras Cantadeiras, grupo Vozes da Útera, roda de samba.

A partir das 15h, ocorre a abertura oficial com mandala de argila com ciranda de roda feita pelos alunos e professores. Já às 17h, apresentação da roda de tambor ao som dos atabaques e às 18h, abertura da exposição natalina Anjos e Estrelas, seguido pelo encerramento com apresentação do Bloco Vento Sul.

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