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Faça Bonito: Campanha estimula o combate ao abuso sexual de crianças

Conscientização promovida pela Secretaria de Educação de São José e entidades parceiras é de prevenção a esse tipo de violência

Neste sábado, dia 18 de maio, é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que inspirou a campanha Maio Laranja, e a  Prefeitura de São José, por meio da Secretaria de Educação e entidades parceiras, têm intensificado o trabalho em enfrentamento a esse tipo de violência. Por meio de  palestras, oficinas, peças teatrais, contação de histórias e roda de conversas o assunto foi amplamente debatido em toda a rede municipal. A Campanha Faça Bonito: Proteja nossas crianças foi um momento de ampliar o debate sobre o tema.

Neste ano, a Prefeitura aderiu mais uma vez a campanha nacional e na quarta-feira (15), no CEI Professora Ana Sperandio, foram desenvolvidas apresentações e dinâmicas dentro e fora da sala de aula. No Centro Educacional Municipal Morar Bem, as crianças soltaram a voz e aprenderam por meio de uma canção  uma mensagem importante: quais as partes do corpo não devem ser tocadas por outras pessoas e como reagir  e procurar ajuda se isso acontecer.

Na quinta-feira (16)  uma caminhada com todas as turmas do CEI Professor Antônio Joaquim de Souza, tomou conta das ruas do bairro Forquilhas. A iniciativa foi uma maneira de  sensibilizar, informar e convocar toda a sociedade a participar da luta em defesa dos direitos de crianças e adolescentes.

Já nesta sexta-feira (17), em Barreiros, foi a vez da Escola Básica Municipal Professor Altino Corsino da Silva Flores  realizar uma ação especial. A tradicional caminhada, este ano prejudicada pelas chuvas, deu lugar a um evento que reuniu na quadra da escola pais, professores, alunos e gestores da educação, para um ato simbólico: abraçar a causa. 

“Todos os anos realizamos uma caminhada pelas ruas do nosso bairro, desta vez não foi possível, porém, o mais importante é que conseguimos dialogar com as crianças e adolescentes sobre a importância de falarmos deste assunto de maneira aberta. Durante toda a semana realizamos diversas atividades de forma lúdica e hoje encerramos com um abraço entre amigos, uma forma de demonstrar que eles não estão sozinhos”, declarou a diretora adjunta da escola, Sonali Thiesen Lehmkuhl.

Para a secretária de Educação, Cláudia Macário, essas ações são de extrema relevância para a prevenção do combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes e contam com total apoio do prefeito Orvino Coelho de Ávila. “A ação também denota o comprometimento da cidade em educar e informar a comunidade, por meio de palestras e materiais informativos, reforçados por ações contínuas nas redes sociais. Temos esse papel, como servidores públicos, mas a responsabilidade pelo cuidado e preservação das crianças é um dever pelo qual todos devem se sentir responsáveis”.

Cláudia explica que o  intuito das ações é desmistificar os aspectos que não favorecem a diminuição dos casos. Dentre tantos exemplos de inverdades sobre o tema, está acreditar que a maioria dos abusadores é desconhecida da criança ou que possui características próprias e aparentes, que possam identificá-los.

Estudos apontam que na maioria dos casos, trata-se de familiares e pessoas próximas, geralmente “acima de qualquer suspeita” e que a maior parte dos abusos acontecem no ambiente doméstico. Outra crença comum e equivocada é imaginar que os abusos ocorrem sempre de maneira violenta, deixando marcas físicas visíveis, quando o mais comum, segundo as estatísticas, é que o abusador utilize de ameaças ou métodos sutis e ardilosos para conquistar a confiança e induzir ao silêncio. Também mito é acreditar que esse tipo de crime só ocorre nas classes menos favorecidas.

Para a secretária é preciso criar maneiras de se aproximar das crianças e dos adolescentes e ganhar a confiança deles para que possam sobre as situações de risco terem noção de  como se proteger e denunciar. “Não podemos ser omissos a quaisquer tipos de violência, dentre elas: física, psicológica e sexual. Como cidadão, nosso dever é o de informar as redes de proteção (Disque 100, Conselho Tutelar, DEPCAMI) e demais esferas quando há até mesmo suspeita de um destes casos”.

18 de maio

Nesta data, em 18 de maio, completa 51 anos do assassinato de Araceli Crespo. A menina, de 8 anos, foi sequestrada, estuprada e morta em Vitória (ES). A data mobiliza a sociedade para a seguir construindo estratégias para que nenhuma criança ou adolescente vivencie as marcas da violência sexual ou da impunidade.

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