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Floripa utiliza reconhecimento facial e geolocalização para cadastro e atendimento à população em situação de rua

Os dados serão coletados com base em um questionário desenvolvido por técnicos

A Prefeitura de Florianópolis iniciou quarta-feira (18) o cadastramento das pessoas em situação de rua. A ação será realizada pela Secretaria de Assistência Social e Secretaria de Segurança e Ordem Pública em todos os bairros da cidade, com previsão de duração de 60 dias.

Os dados serão coletados com base em um questionário desenvolvido por técnicos. O objetivo é propor novas políticas públicas a partir do acesso aos dados adquiridos com o cadastramento para reforçar os serviços já oferecidos em locais fornecidos pela Assistência Social, como a Passarela da Cidadania e o Restaurante Popular.

O aplicativo terá reconhecimento facial e outras informações de identificação destas pessoas, questionadas ao longo de um questionário abrangente produzido pela Prefeitura. Durante os próximos 60 dias, a administração municipal buscará informações em diferentes momentos, como em operações, nas ações de abordagem de rotina pelos serviços da Assistência Social e também nos locais de atendimento à população.

Durante o cadastramento, será testado um aplicativo mobile de coleta de dados, instalado em tablets, com recursos de reconhecimento facial, geolocalização e coleta digital de dados.

Aumento da fiscalização sobre barracas nas ruas

Também a partir desta quarta-feira (18), a Guarda Municipal ampliou a fiscalização sobre barracas instaladas nas ruas, com rondas e colocação de placas alertando para a proibição desta prática na Capital. A iniciativa está de acordo com o Código de Postura do Município.

Florianópolis conta com diversos serviços para acolher a população em situação de rua e o reforço das ações fiscalizatórias é também uma forma de encaminhar essas pessoas às estruturas disponibilizadas pela Prefeitura de Florianópolis, a fim de dar mais dignidade e cidadania a elas.

O secretário de Assistência Social, Leandro Lima, afirma que essas ações farão com que as pessoas em situação de rua sejam direcionadas de maneira mais eficaz aos serviços especializados oferecidos pela Prefeitura. “Nossa missão é cuidar para emancipar, mas para isso precisamos que a população em situação de vulnerabilidade esteja devidamente cadastrada no sistema, usufruindo dos serviços socioassistenciais”.

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