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Prefeitura cobra mais agilidade nas obras da Estação de Tratamento de Efluentes de Potecas

Diretoria da Casan informa que ETE estará concluída apenas em dezembro de 2024 e prefeito agenda reunião com o Judiciário

O atraso na entrega das obras da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Potecas, que deveriam ser concluídas em maio de 2024, mas que só deverão ser entregues em dezembro do próximo ano, preocupa a administração da Prefeitura de São José. Como existe um acordo judicial para realização das obras, o prefeito Orvino Coelho de Ávila definiu na manhã de segunda-feira (13), que no dia 30 de novembro haverá uma nova vistoria nas obras, com a presença de representantes do Judiciário. “É uma promessa de longa data e de muita espera, precisamos da ajuda do Judiciário para cobrar para que ela fique concluídas o quanto antes possível”.

Para o prefeito, a população de São José não aceita mais atrasos na entrega da obra, que é considerada a maior do estado no segmento. Ele lembra que pelo acordo feito com o Judiciário em 2022, a companhia teria até maio de 2024 para entregar a nova estação de tratamento, inclusive foi assinado um Termo Aditivo no Contrato de Concessão. “Em fevereiro de 2021 solicitei uma audiência com o juiz da Fazenda e as promotorias do Meio Ambiente e Moralidade Administrativa e iniciei uma movimentação para solucionar esta questão, que perdurou durante outras gestões e com a assinatura do Termo Aditivo foi possível chegar em uma conclusão para este caso antigo”.

Segundo o prefeito, mesmo com a promessa da diretoria da Casan de que haverá um maior número de funcionários a partir de dezembro, isso não quer dizer que as obras vão ser aceleradas. “Ter paciência é uma coisa, mas a nossa sensação é de que a obra não sai, mesmo com mais trabalhadores, precisamos que eles antecipem o quanto antes o prazo de conclusão. A população não aguenta mais esse atraso”.

O vice-prefeito Michel Schlemper não escondeu sua insatisfação com o anúncio do atraso na entrega das obras. Reclamou que existe um acordo judicial e que precisa ser cumprido e que na sua opinião o Governo do Estado não pode mais atrasar o repasse de recursos para conclusão da nova estação de tratamento de esgoto de Potecas. “É inadmissível esse atraso, a população e nós todos queremos ver essa obra concluída. Ele lembra que essa obra é 100% de responsabilidade do Estado e estamos aqui cobrando a conclusão”. Participaram da vistoria, secretários municipais e os vereadores Adair Tessari e Aline Castro.

Debentures

O presidente da Casan, Edson Moritz, reconheceu que as obras de Potecas está atrasada. “O importa é que conseguimos, por meio de debentures aprovados pelo Ministério das Cidades, recursos para realização das obras”. O investimento total previsto da Casan é de R$ 270 milhões.

Ele informa que a companhia está preparando uma rodada de “road Show”, que é um tipo de evento onde a empresa apresenta um produto ou negócio em específico, com bancos e investidores. “Acreditamos que até 10 de dezembro esses recursos estejam aprovados e eles serão a garantia para conclusão da obra, é um recurso exclusivo para Potecas”. Moritz afirma que com base nestes recursos a companhia terá capacidade para trocar a obra na velocidade mais rápida possível.

Dimensão

O diretor de Operação da Casan, Joel Horstmann, informou que a companhia pretende em dezembro colocar mais de 150 funcionários para trabalhar nas obras da ETE de Potecas. A nova ETE terá capacidade de vazão média, na primeira etapa, de 600 L/s, cerca de 42% a mais do que a capacidade atual de 423 L/s. Na segunda etapa, serão 800 L/s. A unidade foi dimensionada considerando uma população de 328.494 habitantes para a primeira etapa do projeto e 437.992 habitantes na segunda etapa.

A Estação de Tratamento de Esgotos de Potecas foi construída na década de 80 e opera com o processo de tratamento por lagoas de estabilização. Quando a nova ETE estiver concluída, o tratamento passará a ser feito com sistema de lodos ativados por aeração prolongada, com nitrificação e desnitrificação simultânea, controle de odor e remoção complementar de fósforo.

A obra vai permitir a desativação das lagoas de estabilização, medida que vai trazer muito mais qualidade de vida para a população. O planejamento prevê que o local onde hoje existem as lagoas passe por recuperação ambiental, dando lugar a um parque urbano, com áreas de lazer e prática de esportes.

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