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Vereadores de São José focam na segurança pública; binário do Pantanal será debatido segunda (20) e outras notas

Veja nesta coluna também sobre a indignação de vereador com a paralisação da obra de macrodrenagem do Rio Vermelho e a justificativa da vereadora Carla Ayres (PT) para conceder o título de Cidadão Honorário, ao cantor baiano, Gilberto Gil, que foi negado pela Câmara e outras notas

Vereadores de São José focam na segurança pública

Até que enfim os vereadores de São José tomaram para si uma pauta que tem indignado a população do município. Trata-se do setor de segurança pública. Por mais que não seja uma competência do município e sim do Governo do Estado, exige-se que as lideranças locais ecoem a indignação da população. Além dos casos de maior gravidade tiram o sossego especialmente dos comerciantes, casos de pequenos furtos e vandalismo, especialmente em regiões como Kobrasol, Barreiros e Campinas.

Nesta quarta (15) o presidente do Legislativo, vereador Matson Cé, assinou a Resolução nº 704/2023 criando a Comissão Especial com objetivo de estudar a situação da segurança pública em São José. Ela será presidida pela vereadora Méri Hang e composta por mais quatro parlamentares: Adair Tessari, Gilmara Vieira Bastos, Mauro Henrique da Silva e Rodrigo de Andrade. A duração dos trabalhos está prevista para 12 meses, podendo ser prorrogada.

De acordo com o documento oficial, os objetivos da Comissão Especial envolvem estudar o número de efetivos e disponibilidade de equipamentos, dos órgãos de segurança, demandas do município e comprometimento das esferas municipais e estaduais.

Pressão alta

O presidente da Câmara da Capital, João Cobalchini (UB) teve um pico de pressão alta no início desta semana e precisou ser encaminhado ao Hospital Caridade para exames. Por recomendações médicas reduziu o ritmo de trabalhos e não presidiu as sessões ordinárias desta semana e restringiu-se aos atendimentos no gabinete. Nesta quinta-feira (16) ele preside uma parte da sessão de entrega da medalha Antonieta de Barros e depois passa os trabalhos para a vereadora Manu Vieira (Novo).

Binário do Pantanal

Vereador Renato da Farmácia, líder do governo Topázio Neto, informou que está agendada para segunda-feira (20), às 16 horas, na Assistência Social, na rua Dom Jaime Câmara, 217, uma audiência pública para tratar do binário que será implantado no bairro Pantanal, por conta das obras de duplicação da rua Dep. Edu Vieira. No encontro serão debatidas dúvidas sobre o binário, como seu sentido (centro ou bairro), circulação do transporte coletivo e trânsito em demais vias.

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Medalha

A Câmara de Florianópolis realiza nesta quinta-feira (16), às 16h, sessão solene para a entrega da Medalha Antonieta de Barros que tem a finalidade de homenagear mulheres que tenham se destacado nas áreas de cultura, política, desportiva, empresarial e de prestação de serviços ou ação social.

Gallina incompetente

O vereador João do Bericó (UB) soltou o verbo contra o ex-secretário de Infraestrutura, Valter Gallina na sessão da Câmara desta quarta (15). Ao denunciar que a obra de macrodrenagem no bairro Rio Vermelho está paralisada ele chamou Gallina de incompetente. “Uma obra que nem começou já está parada”, disse. Ele informou que a obra de R$ 29 milhões estava parada por falta de pagamento, mas já está sendo retomada, ao passo que pediu para o novo secretário, Rafael Hahne para que isso não se repita.

Na rua

“Hoje 1.600 pessoas vivem em nossas ruas (Florianópolis). É assustador, é assustador”. Vereador Diácono Ricardo (PSD)

Honrarias sem fim

Veja como a política do varejo, nas nossas Câmaras de Vereadores parece cachorro que corre atrás do próprio rabo. Neste início de ano legislativo os temas mais polêmicos (não mais importantes) debatidos na Câmara de Florianópolis, giraram em torno da entrega de honrarias: Medalha Antonieta de Barros para as deputadas do PL mais votadas no Estado e de Cidadão Honorário para o cantor baiano Gilberto Gil.

O que isso muda na vida do amigo leitor, eleitor e contribuinte? Nada! Absolutamente nada! Enquanto isso temas que impactam na sua vida dormem em berço esplêndido. É claro que as honrarias entregues pelo Legislativo são importantes para reconhecer pessoas que contribuíram ou contribuem para o desenvolvimento da cidade na área que for, mas não podem ser banalizadas. Há que se seguir um critério mínimo de identificação com a cidade.

Outro aspecto é a quantidade de honrarias entregues pela Câmara. Lembro que no início da presidência do vereador Roberto Katumi (PSD), por sua determinação, foi reduzida a quantidade de honrarias. Uma forma de tornar aqueles agraciados mais seletos e até de economizar recursos públicos, nos gastos com as solenidades e com a confecção das medalhas, troféus ou prêmios.

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De vereador pra ex-vereador

Ainda sobre as honrarias, outro exemplo desnecessário está na Câmara de São José. Todo ano, durante a solenidade do aniversário da cidade, a Casa entrega títulos de Cidadão Honorário. Cada vereador indica uma pessoa. Neste ano a entrega acontece em cerimônia no Theatro Adolpho Mello, no Centro Histórico, nesta quinta (16) a partir das 19h.

Em muitos municípios as câmaras entregam um ou no máximo dois títulos de Cidadão Honorário por ano. Torna mais valoroso o reconhecimento. Com títulos sendo distribuídos à rodo, tem até vereador usando como moeda de troca para ter prestígio político, o que não é o objetivo da honraria. Só hoje 19 pessoas vão receber o título em São José. Tem até vereador indicando ex-vereador, como é o caso de Sanderson de Jesus (MDB) que indicou o ex-vereador Adriano de Brito.

Justificativa, que não justifica

Só para finalizar essa dissertação sobre a banalização das honrarias, retomo o caso da indicação do cantor da Bahia, Gilberto Gil para receber o título de Cidadão Honorário de Florianópolis. Muitos jornalistas, por questões ideológicas, acharam o fim do mundo a negativa da honraria, pela segunda vez no nosso parlamento. Eu não acho! Não tenho nada contra o cantor. Pelo contrário curto muito suas músicas e respeito sua contribuição para a cultural do País. Mas, sou contra, como a maioria dos vereadores o foi, pelo mesmo fato que muitas figuras nacionais já tiveram negado o título: sem identificação alguma com Florianópolis. Título de Cidadão Honorário é para quem tem uma longa e verdadeira história com a cidade. Para quem contribuiu com a cidade. Não é o caso.

Se tem alguém que deveria se desculpar por todo esse constrangimento com o cantor é a vereadora Carla Ayres (PT) que propôs a indicação e, acreditem, sequer estava presente na hora da votação, portanto, nem votou. Basta ver a justificativa dada pela vereadora (abaixo). Na justificativa o máximo que ela cita de identificação de Gilberto Gil com Floripa é sua futura participação no show de aniversário da cidade, que, inclusive, vai receber, não será de graça.

JUSTIFICATIVA

O Título de Cidadão Honorário é uma honraria que objetiva homenagear pessoas não nascidas em Florianópolis, mas que reconhecidamente tenham prestado serviços relevantes à cidade, ao estado, ao Brasil e à humanidade. Trata-se justamente da situação do artista Gilberto Passos Gil Moreira, mais conhecido como Gilberto Gil.

Gilberto Gil nasceu em Salvador no dia 26/06/1942. É um artista completo, mundialmente reconhecido: cantor, compositor, multi-instrumentalista, produtor cultural e também tem uma significativa atuação política. Gil já foi embaixador da ONU para agricultura e alimentação e Ministro da Cultura do Brasil entre os anos de 2003 e 2008.

Desde 08/04/2022, também ocupa uma das cadeiras da Academia Brasileira de Letras (ABL), tornando-se a segunda pessoa negra a tomar posse na ABL. Ocorre que Gil lançou, em 1996, o livro “Todas as letras”, um compilado de suas composições, de modo a cumprir o pré-requisito de ter pelo menos um livro publicado para se candidatar à vaga de “imortal”.

Conhecido por sua inovação musical e por ser vencedor de diversos prêmios, Gil já lançou quase 60 discos e teve em torno de 4 milhões de cópias vendidas, que lhe renderam nove prêmios Grammy. Ele também já foi homenageado pelo governo francês com a Ordem Nacional do Mérito (1997) e, em 1999, foi nomeado “Artista pela Paz” pela UNESCO.

Com 80 anos de idade completos e mais de 50 anos de carreira, Gil continua musicalmente ativo, inclusive realizando diversos shows e turnês pelo país e pelo mundo. Este ano, ele será o principal artista a se apresentar na Maratona Cultural de Florianópolis, compondo assim a programação de comemoração dos 350 anos da cidade, que serão completados no próximo dia 23 de março, quando se propõe também que Gil seja homenageado.


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