A Polícia Civil de Santa Catarina, por intermédio da Delegacia de Repressão às Drogas (DRD) da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC) deflagrou entre a tarde desta quinta-feira (10) e a madrugada deste sábado (11) a “Operação Moscou”, desmantelando um grupo criminoso dedicado ao tráfico internacional de drogas.
A operação resultou na prisão do líder do grupo, um homem de origem russa que mantinha um laboratório clandestino em uma mansão de alto padrão no bairro Jurerê Internacional, considerado o mais nobre de Florianópolis.
O principal investigado residia em uma propriedade de luxo que servia como fachada para suas atividades criminosas. A escolha do local não foi por acaso, Jurerê Internacional é um bairro onde há uma movimentação intensa de pessoas e veículos não desperta suspeitas, permitindo que o grupo operasse sem chamar atenção.
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, as equipes especializadas localizaram um laboratório completo para processamento e refinamento de cocaína, equipado com produtos químicos controlados (ácidos sulfúrico e clorídrico), equipamentos laboratoriais sofisticados (centrífuga, proveta, béqueres), matéria-prima (folhas de coca), quantidades expressivas de cocaína já processada e valores em espécie de diversas nacionalidade que chegam a quase R$200.000,00.
A investigação teve início após uma denúncia anônima que levou à prisão, na quinta-feira, de uma “mula humana” no Aeroporto Internacional Hercílio Luz. O indivíduo, foi flagrado tentando embarcar para São Paulo com drogas inseridas no ânus, possivelmente tendo como destino final a cidade de Moscou, na Rússia.
O modus operandi evidencia uma rede criminosa internacional bem estruturada, com divisão específica de tarefas: produção em laboratório clandestino, recrutamento de transportadores e distribuição no exterior.
A Operação Moscou encabeçada pela DRD (Delegacia de Repressão às Drogas), mobilizou efetivo especializado de múltiplas unidades, DRAS (Delegacia de Roubos e Antissequestro), NINT (Núcleo de Inteligência), membros da direção da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), além de um binômio do NOC (Núcleo de Operações com Cães). O uso de cães farejadores foi fundamental para localizar os entorpecentes escondidos.
Foi apreendido também um veículo avaliado em aproximadamente R$150.000,00, além de valores em espécie (dólar, euro e real) que chegam a aproximadamente R$200.000,00.
O suspeito preso ontem no aeroporto de Florianópolis, teve sua prisão convertida em preventiva a pedido do delegado responsável pela investigação.
O russo preso hoje foi encaminhado para a sede da DEIC para a lavratura da prisão em flagrante e ficará à disposição da Justiça.







