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Esquerda apresenta chapa com 5 mulheres e nome vindo da direita na cabeça

Em coletiva nesta quinta-feira (16) o Campo Democrático de esquerda lançou a chapa para disputar o Governo de Santa Catarina, com Gelson Merisio com Ângela Albino na vice e ao Senado, Décio Lima e Afrânio Boppré

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Com cinco mulheres entre as oito lideranças e um cabeça de chapa pinçado lá na direita, o Campo Democrático – Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB, PV), PSB, PSOL, Rede e PDT – lançou em coletiva à imprensa, na manhã desta quinta-feira (16), no Hotel Intercity, a chapa majoritária para a disputa das eleições deste ano em Santa Catarina.  Encabeça a chapa o empresário Gelson Merisio que já disputou o Governo do Estado pelo PSD em 2018, à época sendo derrotado no segundo turno pelo número 17 do ex-governador Carlos Moisés, na época PSL.

A vice de chapa de Merisio será a ex-deputada federal, Ângela Albino, recém filiado ao PDT. Ao Senado a chapa terá Décio Lima (PT) e Afrânio Boppré (PSOL). Chama a atenção a primeira suplente de Décio, a esposa do ex-senador Dário Berger, Elaine Berger (PDT), tendo como segunda suplente a empresária de Jaraguá do Sul, filiada ao PT, Fernanda Klitzke. Já Afrânio terá como segunda suplente a ex-deputada federal, Luci Choinaski e como segunda suplente a psicóloga de Laguna, Aparecida da Silva, a Cida, que atualmente é suplente de deputada federal.

A partir do ato desta quinta-feira a coordenação eleitoral começa organizar a pré-campanha da esquerda em SC. A ideia é inicialmente consolidar as forças do campo democrático, buscando aquelas lideranças que por algum motivo não concordam com a amarração. Em seguida será iniciado um roteiro estadualizado, levando a ideia até todos os contos de SC.

Esquerda sai unida em Santa Catarina

A formatação do pleno de governo terá na coordenação Ângela Albino, com a responsabilidade da ex-senadora, Ideli Salvati e do professor Elson. O pré-candidato ao governo, Gelson Merisio disse que é importante assimilar as propostas, até aquelas que não tem grande conhecimento, para poder “vender a ideia para o eleitor”. De pronto ele já se mostrou favorável a propostas como a escola 5 x 2, que começa tramitar no Congresso Nacional e também à Tarifa Zero no transporte público, para, segundo ele, beneficiar “trabalhadores e a população mais pobre” que é quem mais usa o sistema atualmente.

FORTALECER LULA

Ao usar o microfone publicamente em um ato político despois de 8 anos, desde quando disputou a eleição de 2018, Merisio revelou o pedido feito pelo presidente Lula quando este o escalou para ser a cara da esquerda em SC. O objetivo inicial é fortalecer a votação de Lula no Estado, considerado o mais difícil para a esquerda no País. Ele disse que falou com Lula há cerca de 60 dias e a partir desse momento iniciou a construção do projeto com o objetivo também de ir para o segundo turno e, caso isso ocorra, somente nesse momento pensar em criar um projeto de coalisão para tentar a vitória.

ESTRATÉGIA DE COMPARAÇÃO

Uma coisa ficou bem clara. Gelson Merisio vai disputar o governo com a tela da comparação de hoje com oito anos atrás. Vai comparar como está o Estado hoje – após oito anos governador por lideranças eleitas sob o número do ex-presidente Bolsonaro – trazendo informações de como estava o Estado antes das ondas bolsonaristas varrerem SC nos pleitos de 2018 e 2022.

Apesar de dizer que se dá bem como o governador Jorginho Mello (PL) deixou claro que não economizará nas críticas. Pontou que hoje o Estado tem menos policiais do que tinha há oito anos; que o Estado não construiu nesses oito anos uma vaga em presídio, apesar do crescimento vertiginoso da população. Lembrou também que o Estado, considerado um dos mais ricos do País, tem 300 mil famílias na extrema pobreza. Na área da educação citou que não dá pra aceitar Santa Catarina ter o 19º salário médio de professores do País. “Temos que ser no mínimo o terceiro”, disse.

“SC NÃO É ESTADO PRA RADICALISMO, NEM DE DIREITA, NEM DE ESQUERDA”

De tudo que falou Merisio deu o tom que sua linha de convencimento será provar que Santa Catarina não pertence aos extremos: “Santa Catarina não é Estado pra radicalismo, nem de direita, nem de esquerda”, disse. Ele frisou que atualmente a extrema-direita sequestrou os valores do Estado, o transformando em conservador e extremista contra imigrantes e contra quem pensa diferente.

O pré-candidato defendeu mostrar um Estado diferente do que esse que tentam vender, na sua visão, SC é um Estado de gente trabalhadora, grande parte imigrantes que chegaram aqui pra trabalhar em harmonia. “Não somos o Estado de lacração e exaltação às armas”, disse. “Não foi assim que fomos construídos. Sou filho de imigrantes e fomos acolhidos e respeitados. Isso é Santa Catarina, esses são nossos valores”, acrescentou.

Ele grifou que a ideia usar a eleição para “criar um ambiente de diálogo mostrando o Estado sem preconceito”. Na sua opinião Santa Catarina tem sofrido com essa imagem que está sendo vendida errada e os números do turismo dessa temporada mostram isso, com o turista evitando vir para SC.

Mas, para conseguir fazer chegar essas ideias até o eleitor, terá Merisio que convencer a esquerda catarinense de que é um dos seus. Ele falou que aposta em muito diálogo, especialmente com quem pensa radicalmente diferente do que ele pensa. “Não tenho nenhum dogma predefinido”, disse e em seguida reforçou a importância da conversa para unir o campo de esquerda. “Temos que ter a capacidade de construir convergências”, falou. Sobre a campanha, o pré-candidato disse que não tem nada contra os principais adversários, Jorginho e João Rodrigues e a sua “eleição será muito leve e serena, criando um espaço de debate”.

Antes mesmo de ser questionado sobre seu apoio público ao ex-presidente Bolsonaro na eleição de 2018, Merisio respondeu afirmando que não se arrepende e que foi um movimento de campanha pontual. Ele ponderou que foi engolido pelo bolsonarismo naquela eleição assim como a esquerda. Também pontuou que como não concordou com o governo Bolsonaro, especialmente na parte da economia, na eleição de 2022 esteve engajado na eleição de Lula em SC.

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