O Floripa Tap 2026 chegou ao fim celebrando uma edição histórica na capital catarinense. Realizado entre os dias 17 e 21 de abril, o festival marcou seus 15 anos com cinco dias intensos de programação técnica, artística e de intercâmbio cultural, reunindo artistas do Brasil, Europa e Estados Unidos em uma agenda diversa e, em grande parte, gratuita. O destaque ficou por conta da apresentação gratuita e inédita no Brasil do espetáculo “I Didn’t Come to Stay”, com todos os integrantes da companhia nova-iorquina Music From The Sole.
Com atividades distribuídas em espaços como o Teatro Álvaro de Carvalho, o Teatro Governador Pedro Ivo Campos, o Bugio Trindade e o Hotel Sesc Cacupé, o evento promoveu espetáculos, mostra de dança, batalhas de improviso (duelos), jam sessions, apresentações especiais e atividades formativas, fortalecendo o acesso democrático à cultura e o encontro entre artistas, estudantes e público. Mais de 2.500 pessoas passaram pelo evento, que também contou com a tradicional Noite de Gala, única apresentação paga da programação.
“Foi uma experiência de troca verdadeira e intensa. A música e a dança se manifestaram de forma muito marcante em cada participante e no público que acompanhou o evento ”, destaca Marina Coura.
Outro grande destaque da edição foi a presença de artistas nacionais e internacionais, consolidando o festival como um importante polo de intercâmbio artístico e ampliando o diálogo entre diferentes linguagens do tap dance. Artistas como Daniel Borak, Gisele Silva, Gregory Richardson, Leonardo Sandoval, Maud Arnold, Marissol Mwaba, Dandara Manoela, Gerson Lanza, Marina Coura, Rebeca Pereira, Ana Tomioshi, Lucas Santana, Orlando Hernández, Roxanne King e Sterling Harris.
O estadunidense Sterling Harris ressaltou o impacto da experiência. “Essa foi uma das experiências mais especiais que já vivi. Estar aqui, compartilhando o tap dessa forma, é transformador. Isso muda a maneira como me relaciono com outros artistas e com a dança. Fiquei profundamente emocionado com a forma como fui recebido e espero voltar”, disse.
Já o artista nova-iorquino Orlando Hernández destacou o caráter único do festival. “Me sinto inspirado por essa conversa entre o sapateado e as formas de música e dança do Brasil. Existe algo muito verdadeiro aqui, quase como uma construção coletiva. Estar presente e acompanhar essa evolução é especial. O tap no Brasil me reconecta com a minha infância e com o motivo pelo qual eu amo essa arte”, comentou.
O encerramento, realizado no Teatro Álvaro de Carvalho, reuniu apresentações desenvolvidas ao longo da residência artística e das aulas do festival, evidenciando o processo criativo construído durante os dias de evento. A noite foi coroada pelo show da cantora Dandara Manoela, com o espetáculo Oratório, encerrando a programação em clima de celebração e emoção.







