“O que eu gosto e faço? O que eu gosto e não faço?” Essas foram algumas das perguntas da oficina “Aposentadoria Bem-Sucedida”, que levou idosos a refletirem sobre rotina, sonhos e qualidade de vida. A atividade foi realizada nesta sexta-feira (22), no Centro de Atenção à Terceira Idade (Cati), no bairro Praia Comprida, em São José, em uma promoção da Prefeitura de São José, por meio da Fundação Educacional Municipal de São José (Fundesj), em parceria com a Unisul.
A oficina foi conduzida pelo psicólogo Marcos Henrique Antunes, doutor em Psicologia pela UFSC e coordenador acadêmico da área de Ciências Humanas da Unisul, com apoio dos acadêmicos Maria Vitória Sehn (8º fase), Júlia Rocha (7ª fase) e Leonardo Machado (6ª fase) do curso de Psicologia.
Em uma das dinâmicas, os participantes revisitaram hábitos, sonhos e atividades deixadas de lado ao longo da vida. Hidroginástica, musculação, dança e hobbies apareceram entre os exemplos compartilhados pelo grupo. “É uma forma de olhar para a própria vida e perceber o que ainda faz sentido”, explicou Marcos Henrique.
A aposentada Maria Aparecida Inácio Rita, a Cida, contou que a proposta faz os participantes levarem a reflexão para casa. “A gente começa a pensar no que gosta e acabou deixando de lado. Precisamos retomar as atividades que gostamos”, afirmou.
Além da rotina e dos interesses pessoais, o encontro também abordou os recursos que contribuem para uma vida feliz, como amizades, família, autoestima e convivência social.
Esta foi a segunda de três atividades do ciclo de palestras sobre aposentadoria. O primeiro encontro apresentou o tema e o próximo será voltado à construção prática de projetos de vida.
Para a superintendente da Fundesj, Maria Helena Krüger, iniciativas como essa ajudam a fortalecer a qualidade de vida e a autoestima dos idosos. “A aposentadoria também pode ser um momento para descobrir novos interesses, retomar sonhos e cuidar mais de si”, destacou.






