O Procon Municipal de Florianópolis alerta sobre as grandes diferenças de preços encontradas em materiais de construção utilizados na recuperação de residências após as fortes chuvas e temporais. Em pesquisa realizada nesta segunda-feira, 31 de agosto, em cinco estabelecimentos da Capital, o órgão identificou variações que chegam a 356,08%.
O dado chama atenção especialmente pelo momento enfrentado pela população. Muitas famílias precisam adquirir, com urgência, lonas, madeiras, pregos, impermeabilizantes, telhas e outros materiais para proteger suas casas e reparar os danos provocados pelas condições climáticas.
A maior diferença da pesquisa foi encontrada na ripa de madeira, comercializada por metro: de R$ 2,96 a R$ 13,50, uma variação de 356,08%. O prego para telhado apresentou preços entre R$ 12,00 e R$ 32,00 o quilo, diferença de 166,67%.
Também foi grande a variação encontrada justamente nas lonas plásticas, utilizadas de forma emergencial para proteger imóveis. A lona preta de 4 metros de largura apresentou preços entre R$ 3,95 e R$ 10,00 por metro, diferença de 153,16%. Já a lona de 6 metros foi encontrada entre R$ 6,10 e R$ 15,00 por metro, uma variação de 145,90%.
O impermeabilizante de 3,6 litros, outro produto importante para imóveis afetados pela água, apresentou preços entre R$ 49,90 e R$ 125,00, diferença de 150,50%.
Somente nesses cinco itens, as diferenças encontradas variam de 145,90% a 356,08%, cenário que reforça a importância de o consumidor pesquisar antes da compra, especialmente neste momento de recuperação dos danos provocados pelas chuvas.
“Depois de uma chuva dessa, com tanta gente tendo prejuízo e precisando correr para consertar a casa, não vamos aceitar aumento de preço sem justificativa. Não é hora de ninguém tentar se aproveitar da necessidade das famílias. O Procon está acompanhando os preços e vai fiscalizar. Se houver aumento sem motivo, vamos cobrar explicações e tomar as medidas necessárias. A população precisa de apoio neste momento, e não pagar mais caro justamente quando mais precisa”, afirma o diretor do Procon de Florianópolis, Tiago Silva.
O Procon ressalta que a diferença de preço entre estabelecimentos, por si só, não significa a existência de prática abusiva. No entanto, diante da situação excepcional e do aumento da procura por determinados produtos, o órgão acompanhará a evolução dos valores praticados, podendo aplicar autuações e multas em caso de irregularidades. O monitoramento permitirá verificar eventuais alterações de preços e, quando necessário, exigir dos fornecedores notas fiscais de aquisição e documentos que demonstrem a existência de justificativa econômica para os reajustes.
O Procon orienta os consumidores a pesquisarem antes da compra, guardarem notas fiscais e orçamentos e registrarem preços anunciados. Situações que indiquem aumento injustificado podem ser comunicadas ao órgão para análise e eventual fiscalização.
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