Parecia dia de final de Copa do Mundo. Gritos de torcida, aplausos, sorrisos e até lágrimas de emoção marcaram a recepção ao ex-jogador da seleção brasileira André Santos no Centro Educacional Municipal (CEM) São Luiz, na tarde desta quinta-feira (2). A visita integra o projeto Hora do Conto, desenvolvido com o propósito de estimular o hábito da leitura e da escrita.
André Santos contou que começou a jogar futebol na escola, em Biguaçu; teve origem humilde, tornou-se atleta profissional aos 17 anos e conciliou estudos, treinos e o trabalho em uma pizzaria antes de alcançar o sucesso. Atuou em grandes clubes, morou por oito anos na Europa e conheceu mais de 40 países, experiências que reforçam a convicção sobre a importância da educação.
“Aproveitem a escola da melhor maneira possível. Independentemente do esporte, preparem-se para serem pessoas de caráter, capazes de enfrentar as dificuldades da vida. A base escolar é fundamental para que estejam preparados para o futuro”, afirmou André Santos.
Segundo a secretária adjunta de Educação, Sonali Thiesen Lehmkuhl, “a vinda do André Santos culminou uma atividade muito importante. Ele compartilhou a experiência de vida, falou sobre os clubes em que atuou e mostrou às crianças a importância de unir educação e esporte na construção de projetos de vida”. O secretário municipal de Esporte e Lazer, Claiton Ribeiro, também prestigiou a atividade.
Fã do ex-jogador, Bernardo da Cruz, de 9 anos, sonha em seguir os mesmos passos. “Meu sonho é ser jogador profissional do Corinthians, assim como ele já foi”, detalhou.
Projeto Hora do Conto
A programação encerrou com a peça teatral “A Copa das Cores do Mundo”, interpretada pelos alunos da turma 41. A história acompanha a personagem princesa Íris em uma viagem por diferentes países, utilizando o universo da Copa do Mundo para valorizar a diversidade cultural e transmitir mensagens de respeito às diferenças, amizade e inclusão.
De acordo com a diretora pedagógica do CEM São Luiz, Greicy Conceição Rosa Martins, o projeto Hora do Conto foi criado em 2024 para incentivar o protagonismo dos estudantes por meio da literatura. “Cada turma desenvolve uma história utilizando diferentes formas de expressão, como teatro, música, contação de histórias e leitura dramatizada. O projeto incentiva a leitura e promove criatividade, trabalho em equipe, reflexão e respeito às diferentes culturas”, citou.
Para Helena Barbosa, de 9 anos, que interpretou a princesa Íris, a apresentação deixa um recado importante: “ensina que cada pessoa é especial do seu jeito. Não importa como ela é por fora, porque por dentro todos somos iguais”.
Geovanna Sofia, de 10 anos, saiu do encontro com uma lembrança especial. “A gente aprendeu que tem que tratar todo mundo com respeito. Eu fiquei muito animada. Ele assinou a minha mão, minhas costas e minha mochila”, citou.








