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Florianópolis adota modelo de acolhimento que prioriza a autonomia de imigrantes e refugiados

O serviço especializado qualifica o atendimento, fortalece a integração social e apoia a construção da independência das famílias em até 90 dias

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A Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, conclui nesta semana a transição do modelo de acolhimento destinado a famílias imigrantes e refugiadas. O atendimento, antes realizado no Hotel Social, passa a ser oferecido por um serviço especializado, que amplia o acompanhamento social e fortalece as estratégias de integração e autonomia.

O novo serviço será executado pela Missão Scalabriniana, organização centenária com ampla experiência no atendimento à população migrante, seguindo as diretrizes da Política Nacional de Assistência Social.

Mais do que oferecer hospedagem e alimentação, o novo modelo estrutura o atendimento a partir de um plano individual de acompanhamento. Durante um período médio de 90 dias, as famílias terão acesso à regularização documental, aulas de língua portuguesa, capacitação profissional, encaminhamento ao mercado de trabalho e acompanhamento técnico, criando condições para reconstruírem suas vidas com independência e dignidade.

A mudança é resultado de um trabalho desenvolvido pelas equipes técnicas da Secretaria Municipal de Assistência Social. Quando o processo de encerramento do Hotel Social foi iniciado, o espaço acolhia 22 núcleos familiares. Atualmente, apenas três famílias permanecem no local e serão transferidas nos próximos dias para o novo serviço especializado. As demais já concluíram o processo de desacolhimento e passaram a viver de forma autônoma, com acesso à moradia, ao trabalho ou a outras alternativas construídas durante o acompanhamento social. Mesmo após deixarem o acolhimento, elas continuarão sendo acompanhadas pelas equipes da assistência social nos territórios.

Para o secretário municipal de Assistência Social, Raphael Martins, a mudança fortalece uma política pública voltada à emancipação das famílias e ao uso mais qualificado dos recursos públicos.“O acolhimento continua sendo um direito para quem dele necessita. A diferença é que agora ele está integrado a um plano de acompanhamento que fortalece a autonomia das famílias, facilita sua integração à comunidade, amplia o acesso ao mercado de trabalho e cria condições para que elas deixem o serviço com independência. Nosso objetivo é que a assistência social seja uma ponte para a reconstrução de vidas, oferecendo proteção nos momentos de maior vulnerabilidade e criando oportunidades para que essas famílias possam seguir seu caminho com dignidade, por meio do trabalho e da própria autonomia.”

Além de qualificar o atendimento prestado, o novo modelo fortalece o papel da assistência social como política pública de proteção e inclusão. O foco passa a ser a construção de soluções duradouras, capazes de reduzir situações de vulnerabilidade, promover a integração das famílias à comunidade e ampliar suas oportunidades de inserção no mercado de trabalho.

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