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Florianópolis é o 1º município do Brasil a custear tratamento contra Leishmaniose Visceral Canina

Iniciativa é pioneira e garante medicamentos e acompanhamento vitalício para famílias de baixa renda e animais adotados na Dibea

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A capital catarinense oferece tratamento gratuito contra Leishmaniose Visceral Canina para cães de munícipes com renda de até três salários mínimos cadastrados no CadÚnico, além de assegurar o custeio integral da medicação para todos os animais do canil municipal.

A Leishmaniose Visceral Canina é uma doença infecciosa provocada por protozoários e transmitida exclusivamente pela picada da fêmea do mosquito-palha (flebotomíneo). Ela pode causar sinais como feridas, úlceras, aumento das unhas, febre prolongada, emagrecimento, anemia e inchaço do fígado e do baço. Embora não tenha cura, a condição não é contagiosa por contato direto como carinho, toque ou convivência, e pode ser controlada com uso de medicação adequada e coleiras repelentes, garantindo ao cão uma vida normal, ativa e saudável.

A Legislação Federal (Lei nº 14.228/2021) autoriza a eutanásia dos cães positivos. Florianópolis oferece uma alternativa às famílias que não podem pagar por um tratamento. A Legislação municipal garante atendimento para cães de famílias de baixa renda por meio do Hospital Veterinário Municipal, de acordo com a Lei Municipal nº 10.837/2022.

“Quem adota um cão com Leishmaniose leva para casa um animal que pode ter uma vida normal e com certeza será um grande companheiro”, explica Amábilli Rosar, médica veterinária do Hospital Veterinário Municipal e pesquisadora de Leishmaniose Visceral Canina. “O uso da coleira repelente é essencial para os animais portadores da doença. A coleira previne a transmissão, enquanto o tratamento adequado promove o bem-estar dos animais”.

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