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FloripAmanhã solicita que o antigo Casarão dos Pilotos seja tombado pelo Estado

Nesta quinta-feira (27), a Associação FloripAmanhã visitou as instalações do Casarão Aeropostale, no Campeche, junto com o presidente da Fundação Catarinense de Cultura, Rafael Nogueira, quando foi formulado pleito de Tombamento Estadual do referido prédio

O presidente foi receptivo ao pleito e submeterá à Equipe Técnica da FCC. Estiveram presentes a Vereadora Maryanne Matos, Monica Cristina (AMAB), Valdeci Sagaz e Otávio Ferrari, representando a FloripAmanhã.

“O bem já é protegido como patrimônio histórico pelo Município de Florianópolis, mas seu reconhecimento como patrimônio estadual, além de tratar-se da validação do mérito da edificação e sua história, certamente irá contribuir para a preservação de importante parte de nossa história vinculada ao local e à singular edificação, testemunha concreta dos fatos relacionados com o início da era da aviação mundial e sua transposição oceânica”, alega o presidente da FloripAmanhã, Salomão Mattos Sobrinho.

O “ANTIGO CASARÃO DOS PILOTOS”, como é conhecido, é o último exemplar remanescente do conjunto de edificações similares construídas no Brasil. Localizado na esquina da Avenida Pequeno Príncipe com a Av. Campeche no Bairro do Campeche, ele fazia parte do conjunto de campo de pouso e equipamentos que serviam de apoio aos aviões franceses que pousavam no Campo de Aviação. Foi utilizada como refeitório (daí o popular nome “popote”, que significa em francês “refeitório comunal”) e, durante o período de utilização pela companhia aérea, abrigava os pilotos e foi residência do mecânico-chefe francês e sua família.

Com a descontinuidade do uso original, a casa abrigou uma escola multiserial municipal, tendo como primeira professora Carolina Inácia de Jesus Heerdt, que, como era comum à época, utilizava a edificação também como sua residência até que veio a falecer por volta de 1993. Seu marido, Sr. Lourenço, residiu ali até 20 de julho de 2008, quando faleceu em decorrência de um câncer.

A trajetória do uso do casarão é longa e variada. Abrigou famílias em situação de necessidades, flagelados em decorrência de intempéries, Grupo de Jovens e Adultos do Bairro do Campeche em 1966, Posto de Saúde e Assistência Social e Conselho Comunitário em 1983. A partir de 1990 ali funcionou a Delegacia de Polícia, Posto telefônico da TELESC e, finalmente, a Intendência e o Grupo de Mães e de Idosas que promovem sistematicamente encontros no local, situação que se mantém atualmente.

Nos últimos anos, muitas foram as lutas da comunidade em prol da preservação do casarão, sua recuperação e criação de um centro cultural e social no local. Sabedores da existência do casarão e da história de sua construção no final da década de 20 do século passado que serviu como casa dos pilotos adjacente ao Campo de Pouso da Compagnie Générale Aéropostal, buscou-se vincular o projeto com as comemorações do Ano da França no Brasil em 2009.

Após audiência pública na Câmara Municipal de Florianópolis, em 2008, as autoridades mostraram-se particularmente interessadas em dar encaminhamento ao projeto de restauração do Casarão. Desde então, tem se buscado insistentemente a proteção legal e a restauração de tão significativo bem histórico-cultural.

Em 2009/2010, foi realizado o levantamento arquitetônico completo da edificação, bem como um projeto de restauração e de ampliação para atender diversos usos de caráter sociocultural, além da criação de um espaço-memória da repercussão da história da aviação mundial no sul do Brasil.

Porém, desde então, apesar dos esforços empreendidos por muitas pessoas e variados grupos preocupados com a preservação e memória da edificação, ainda não foi possível dar sequência às tratativas para a restauração efetiva do bem

“Não temos dúvida que o reconhecimento da importância da proteção do bem cultural pelo Governo do Estado de Santa Catarina irá contribuir para unir esforços no sentido de garantir a preservação da edificação para as gerações futuras, através da restauração e adequação do espaço ao uso cultural e comunitário”, enfatiza Salomão Mattos Sobrinho.

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