InícioGERALUdesc Esag mostra que inflação em Florianópolis se aproximou da média nacional...

Udesc Esag mostra que inflação em Florianópolis se aproximou da média nacional em julho

Florianópolis ocupa a sétima posição entre as capitais com maior aumento do ICV em julho, lista liderada pela capital do Acre, Rio Branco, seguida por Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).

spot_img
spot_img

Índice de Custo de Vida (ICV), calculado pelo Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), registrou alta de 0,10% em Florianópolis no mês de julho, o que coloca a inflação na capital catarinense mais próxima da média nacional, de 0,07% no mesmo mês. Com isso, Florianópolis ocupa a sétima posição entre as capitais com maior aumento do ICV em julho, lista liderada pela capital do Acre, Rio Branco, seguida por Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). 

No entanto, no acumulado deste ano, Florianópolis ocupa a terceira posição entre as capitais com maior inflação de preços ao consumidor, com 4,04%, atrás apenas de São Luiz (MA), com 4,50%, e Aracajú (SE), com 4,07%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a capital catarinense aparece em quinto lugar, com 4,93%, atrás de Goiânia (GO), Vitória (ES), Recife (PE) e Fortaleza (CE).

Em julho, em Florianópolis, a pesquisa do ICV foi realizada entre os dias 1º e 31, com coleta de preços de 297 itens. O grupo Alimentação e Bebidas foi o principal responsável por conter a inflação no mês, com redução de 0,46%. 

O levantamento acompanha mensalmente os preços de produtos e serviços consumidos por famílias com renda entre um e 40 salários mínimos na capital catarinense. Em julho, 109 itens tiveram aumento de preço, 93 permaneceram estáveis e 95 registraram queda. Confira aqui o estudo completo.

Alimentação registra maior queda

O grupo Alimentação e Bebidas foi o peso para conter a inflação no mês em Florianópolis. Entre os produtos que mais ficaram baratos, destacam-se o tomate, com queda de 44,65%, a batata inglesa (-30,91%), a beterraba (-15,54%) e a cebola (-8,55%). Também houve redução nos preços do café em pó (-4,63%), do vinho (-4,51%) e do café solúvel (-2,66%).

Por outro lado, alguns alimentos registraram alta significativa, como a melancia (20,66%), o mamão (13,31%), o iogurte (9,20%), o feijão preto (8,22%), o atum enlatado (7,76%) e o pão francês (5,08%).

Sobre o ICV

Calculado desde 1968 pela Udesc Esag, o Índice de Preços ao Consumidor (ICV) é uma das principais referências para acompanhar a evolução do custo de vida em Florianópolis, monitorando mensalmente o comportamento dos preços de bens e serviços consumidos pelas famílias da capital catarinense, com comparativos a outras capitais e regiões metropolitanas.

Para isso, o ICV mede a variação de preços de um conjunto de bens e serviços consumidos pelas famílias, abrangendo grupos como alimentação, habitação, transporte, saúde, vestuário, educação e despesas pessoais. O indicador é utilizado para auxiliar análises econômicas sobre inflação e poder de compra.

A série histórica do ICV da Udesc Esag evidencia, por exemplo, a trajetória da inflação brasileira ao longo das décadas. Nos anos de hiperinflação, antes do Plano Real, o índice anual chegou a 2.688,74% em 1993, 1.412,43% em 1992 e 1.998,18% em 1989. Após a estabilização econômica em 1994, os valores passaram a ficar, em geral, abaixo de dois dígitos.

O Índice de Custo de Vida (ICV) de Florianópolis é calculado pela Udesc Esag com apoio da Fundação Esag (Fesag).

spot_img
spot_img
ARTIGOS RELACIONADOS
Publicidadespot_img
Publicidadespot_img
spot_img

Últimas do Informe Floripa