Um levantamento inédito realizado pela Associação Brasileira de Recursos Humanos – seccional Santa Catarina (ABRH-SC) aponta que a gestão de pessoas está sob pressão máxima. O estudo, apresentado em primeira mão nesta terça-feira (24) em um evento em parceria com a Federação da Indústria de Santa Catarina (Fiesc), em Florianópolis, detalha o conjunto de tensões estruturais que o RH catarinense precisará administrar para prosperar neste ano.
Conforme a pesquisa, desafios como contratação, retenção de talentos, além de comportamento humano (liderança, saúde mental e cultura) definirão quem atravessa 2026 com sustentabilidade. Construído a partir da escuta direta de líderes e profissionais de RH de diferentes setores do estado, o estudo aponta que além da escassez de mão de obra, a dificuldade estará em sustentar vínculos e engajar.
Num universo de 56 entrevistados, o levantamento apontou que grande parte dos gestores de pessoas está preocupada com a retenção de talentos (33,9%), assim como desenvolver líderes engajados (30,3%) e dar conta da contratação de mão de obra (28,5%), uma vez que sobram vagas no estado, especialmente na área operacional.
“Mais do que investir em salários, as empresas precisarão investir em educação corporativa, desenvolvimento humano e cultura, assumindo um papel que, muitas vezes, extrapola os limites tradicionais da empresa. Será pensar e agir fora da caixa de verdade”, destaca o presidente da ABRH-SC, Diego Martins.
Os números foram apresentados durante o workshop Pessoas e Negócios, realizado na sede da Fiesc na manhã desta terça. O encontro discutiu o cenário econômico, o mercado de trabalho e, claro, os desafios para a gestão de pessoas. A pesquisa servirá como um balizador para que entidades e companhias avaliem o momento atual. O levantamento completo está disponível em: www.abrhsc.org.br






