Entre as capitais, Florianópolis deu um salto em relação ao Indicador Criança Alfabetizada (ICA), divulgado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), órgão ligado ao MEC. Na capital catarinense, em 2025, 62,6% das crianças estavam no padrão adequado de alfabetização contra 46, 0% de 2024. O pulo foi de 16, 6%, o segundo maior entre as sedes de governos municipais.
O padrão nacional de alfabetização indica que estudantes que alcançam esse resultado são capazes de ler e escrever palavras, frases e textos curtos, localizar informações explícitas e inferir ideias em textos como bilhete, crônica e fragmento de conto infantil, entre outras habilidades.
A Secretaria Municipal de Educação (SME) de Florianópolis reconhece que há muito ainda o que fazer. Mas, conforme Thiago Peixoto, titular da pasta, os esforços da Prefeitura já apresentam resultados positivos. No ano passado, a administração municipal implantou o Floripa Mais Aprendizagem, um plano que reúne ações de curto e médio prazo com foco na aprendizagem e no desenvolvimento integral dos estudantes, com um olhar especial para alfabetização na idade certa.
Entre as ações do programa estão a formação continuada dos professores e equipes gestoras e a criação da tutoria pedagógica, com suporte semanal às equipes das escolas para manter o foco na aprendizagem. Além disso, foi ofertado material didático aos estudantes e docentes.
Ainda em 2025, dentro do Floripa Mais Aprendizagem, foi implementado o Sistema de Avaliação Educacional de Florianópolis – Avalia Floripa. A iniciativa foi concebida para acompanhar a aprendizagem e potencializar o trabalho das escolas ao longo do ano. As provas foram aplicadas em abril, julho e novembro para as turmas do 2º, 5º e 9º ano do ensino fundamental das escolas básicas com questões de Matemática e de Língua Portuguesa.
PROCESSO DE TRANSIÇÃO
Este ano, a SME lançou a Política de Transição entre a Educação Infantil e o Ensino Fundamental, apresentando o documento “Orientações Curriculares para o Processo de Transição”.
A iniciativa busca apoiar o trabalho docente ao explicitar como se dá a continuidade das aprendizagens das crianças, em um processo de alfabetização que se inicia com a apresentação da cultura da oralidade e da escrita na Educação Infantil e se consolida no final do 2º ano do ensino fundamental, respeitando as etapas de desenvolvimento da criança.
Para o secretário de Educação, Thiago Peixoto, as crianças têm o direito de participar das práticas sociais de leitura e escrita desde cedo, mediadas por professoras que compreendam as características da infância e o currículo da educação infantil.
“Todos desejamos que os estudantes cheguem ao final da educação infantil com repertório diversificado de conhecimentos sobre a linguagem escrita e conhecedoras dos diferentes usos e sentidos que a leitura e a escrita possuem na nossa sociedade”, destacou.
OUTRAS NOVIDADES PARA 2026
-No Avalia Floripa, há provas também para 4º e 8º ano, além do 2º, 5º e 9º ano.
- Neste ano, 41% dos estudantes já estão em tempo integral. São 10 escolas com todas as turmas dos anos iniciais nesse formato.
-Colocação de professores mais experientes nas turmas de pré-escola e 1º e 2º ano do ensino fundamental.
-Ampliação da oferta de materiais didáticos para os anos do ciclo de alfabetização.
-Avaliação mensal de Fluência Leitora em parceria com a universidade de Standford. Seu objetivo principal é avaliar, por meio da leitura oral, o desempenho dos estudantes do 2º ano do ensino fundamental no processo de alfabetização.
-Incentivo à prática de leitura nas unidades de educação infantil e ensino fundamental.
-Programa Escolas Fomentadas – ações de suporte para as escolas com maiores desafios de alfabetização.







