Conhecido como uma “doença silenciosa”, o glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível no mundo, afetando cerca de 80 milhões de pessoas, segundo a OMS. No Brasil, o cenário é alarmante: dados do DATASUS revelam um aumento de 45,9% nas internações hospitalares pela doença entre 2018 e 2024, totalizando mais de 50 mil registros.
O Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, celebrado no dia 26 de maio, vem para conscientizar as pessoas sobre a importância do diagnóstico precoce, visto que a patologia não apresenta sintomas em suas fases iniciais. No Brasil, estima-se que mais de 1,5 milhão de pessoas convivam com a doença e a grande maioria não sabe.
O Perigo Silencioso
O glaucoma ocorre, geralmente, devido ao aumento da pressão intraocular, que danifica o nervo óptico. A perda visual começa pela periferia e é quase imperceptível para o paciente.
“O grande desafio é que o paciente não sente dor. Quando nota alterações no campo de visão, o comprometimento já pode ser significativo e irreversível”, explica o Dr. Ernani Garcia, diretor técnico do Hospital de Olhos de Florianópolis (HOF).
Grupos de Risco e Prevenção
Embora possa atingir qualquer indivíduo, a atenção deve ser redobrada para:
– Pessoas acima de 40 anos;
– Indivíduos com histórico familiar da doença;
– Pacientes com alta miopia; e
– Pessoas negras (maior predisposição genética).
Tratamento e Diagnóstico
O diagnóstico só é possível através de exames oftalmológicos completos. Uma vez detectado, o tratamento — que inclui o uso contínuo de colírios, laser e intervenções cirúrgicas — visa controlar a pressão ocular e estagnar a progressão da doença.
A recomendação médica é clara: consultas regulares são a única forma de garantir a preservação da visão e a qualidade de vida a longo prazo.






