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Estado lança edital que prevê R$ 6 milhões para o desenvolvimento de produtos e soluções de base tecnológica de defesa

Anúncio de edital voltado para indústrias foi feito pelo presidente da Fapesc durante SC Expo Defense

Para fortalecer ainda mais o movimento da indústria brasileira no trabalho de fomento à inovação tecnológica na área de segurança e defesa, o Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), participa dos debates e troca de experiências na SC Expo Defense, que ocorre nesta quinta e sexta-feira, 16 e 17, na Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc). Durante o evento, o presidente da Fapesc, Fábio Wagner Pinto, anunciouoPrograma de Estímulo à Tecnologia de Interesse para a Soberania e Defesa Nacionais e o primeiro edital que vai impulsionar projetos objetivando o desenvolvimento de produtos e soluções de base tecnológica de defesa.

O edital do programa, que será lançado no próximo dia 29 de maio, vai ter um valorglobal de R$ 6 milhões, voltadopara indústrias de todos os portes que atendam as áreas de interesse da Base Industrial da Defesa, identificados pela Portaria MD 1112, de 4 de março de 2024.

“Temos no estado polos de desenvolvimento extraordinários e com ampla possibilidade de sinergia a demandas do setor de defesa”, afirma o presidente da Fapesc.Segundo ele, cabe hoje ao estado se engajar e incentivar iniciativas voltadas ao desenvolvimento tecnológico aplicado, como as realizadas pelo Conselho de Desenvolvimento da Indústria de Defesa (Condefesa) e a SC Expo Defense.

A partir desse cenário, o edital da Fapesc terá como eixo temas estratégicos como: eletrônica aplicada, materiais, telecomunicações, robótica, robótica móvel, sensoriamento avançado, inteligência artificial, computação quântica e demais tecnologias dadas como prioritárias para a construção de base de conhecimento focada em Inteligência Artificial e Computação Quântica.  


Os temas e subtemas relacionados à Inteligência Artificial e à Computação Quântica têm se apresentado como tecnologias transformadoras por meio das quais tem sido possível gerar soluções e sistemas disruptivos. Estão presentes em diversas áreas de aplicação, como: reconhecimento facial, varejo, robôs, análise de crédito, saúde, financeira, jurídica, indústria, segurança de dados, segurança pública e nacional, entre outras. 

O presidente da Fapesc explica que, como o setor de defesa e segurança está incluído como prioritário na nova política industrial do país, se consolidando como estratégico para o Brasil, os investimentos para o desenvolvimento do setor trarão impactos positivos para as indústrias estaduais e nacionais, fortalecendo a soberania nacional. O estímulo ao progresso técnico e, consequentemente, a produtividade e competitividade nacionais são objetivos da Nova Indústria Brasil (NIB), a política de neoindustrialização a ser implementada pelo governo federal nos próximos dez anos. A NIB se fundamenta em missões, entre elas as tecnologias de interesse para a soberania e defesa nacionais.

Para Santa Catarina, o envolvimento de empresas catarinenses em projetos de defesa significa fomentar ainda mais a economia do estado, conectando empresas de todos os portes com as forças armadas, centros de pesquisa e academia. “Esse edital e a presença da Fapesc hoje aqui na SC Expo Defense, representando o Governo do Estado, são símbolos do trabalho que o governador Jorginho Mello deseja fortalecer. Seremos o elo forte entre a Fiesc, os entes do governo como o Ministério da Defesa e o nosso ecossistema de pesquisa e inovação”, ressalta o presidente da Fapesc, Fábio Wagner Pinto.

Outro tema em destaque foi o potencial da rede de pesquisadores e das Instituições Científicas e Tecnológicas catarinenses para pesquisas na área da defesa, especialmente diante dos desastres ambientais, como o que está ocorrendo no Rio Grande do Sul. O presidente da Fapesc lembra que em Santa Catarina temos Unidades de Ensino de engenharia, computação de biomateriais, de ciências biológicas e da saúde espalhados pelo estado. Ele destaca que situações de crise causadas por efeitos ambientais/clima são por vezes análogas a situações de conflito, onde estratégia e predição de efeitos são fundamentais.

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