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Menopausa e andropausa são temas de Congresso Brasileiro realizado em Santa Catarina

O 1° Congresso Brasileiro de Andropausa e Menopausa foi realizado nos dias 26 e 27/05, em Florianópolis, Santa Catarina, e promoveu encontros, debates e parcerias que abordaram tanto a saúde feminina quanto a masculina.

Pouco se discute sobre a relação da obesidade na menopausa, no caso das mulheres, como na andropausa, no caso dos homens. O 1° Congresso Brasileiro de Andropausa e Menopausa, realizado no Obesity Week, nos dias 26 e 27/05, em Florianópolis, Santa Catarina, trouxe luz para o debate deste assunto que gera muitas dúvidas, tanto para o paciente quanto para a classe médica. Homens ainda possuem muitos tabus a respeito e precisam ser melhor orientados sobre as perdas hormonais no decorrer da vida. O evento também teve como destaque a importância do implante hormonal como via de tratamento nesta fase da vida.

Manuela Coutinho, empresária no ramo e expositora no evento, destacou a importância do encontro para a medicina brasileira. “Esse evento conseguiu um fato: juntar problemáticas muito importantes, mas que se conversam pouco e não são frequentemente relacionadas em eventos desta grandeza, como a obesidade, a menopausa e a andropausa. Nós do ramo
sabemos que a obesidade ou sobrepeso interferem diretamente nos tratamentos da menopausa e da andropausa, e a visão holística do paciente é fundamental para acertar no tratamento”, comentou Manu Coutinho.

Para a gestora, abordar esses assuntos e poder discuti-los com os médicos e laboratórios e, a partir destes, criar estratégias que serão desenhadas para discorrer sobre esse tema é gratificante: “Não podemos dizer que os implantes hormonais são para tratar pacientes na menopausa ou andropausa, temos que ter um olhar também para o sobrepeso,  a obesidade e a paciente como um todo, a fim de que o tratamento tenha o resultado esperado”, explicou a empresária.

atualizados”, cravou Manuela.

Rodrigo Michels Rocha, sócio e diretor de desenvolvimento da Biòs Farmacêutica, expositor no 1º Congresso e participante do grupo que deu início à criação da AME, acredita que a Associação trará um respaldo positivo para a sociedade sobre o mercado e o que as empresas do setor trazem de contribuição para a medicina e para a população, ressaltando que trata-se do segmento mais regulado do mundo, exigindo grande número de documentação por se tratar de medicamento estéril. “A ideia que surgiu aqui é a do grupo levar a informação da maneira mais correta possível, respaldada em artigos científicos e por médicos”, explicou Rocha.

Manu Coutinho, La Vie Legacy Labs e Mc Legacy Eduh, a história

Durante o evento, a empresária do ramo da saúde Manuela Coutinho teve a oportunidade de contar um pouco da sua história como proprietária do laboratório La Vie Legacy Labs e da Mc Legacy Eduh. Falou do orgulho que sente em ser neta do médico ginecologista Elsimar Coutinho, pioneiro em anticoncepcionais injetáveis de uso prolongado no país e
falecido em 2020, em decorrência da Covid.

Ela destacou que o La Vie Legacy Labs nasceu com a responsabilidade de consolidar os seus produtos em terapias hormonais e tratamentos voltados à saúde reprodutiva e longevidade. Os implantes têm o objetivo de contracepção ou tratamentos de patologias estrogênio dependentes, como a endometriose, por exemplo, ou podem ser hormônios para reposição hormonal no climatério e menopausa ou andropausa. “Não entrei neste mercado para concorrer com outros laboratórios, pelo contrário. Eu fundei minha empresa para trabalhar junto deles, para que nós possamos juntos ter um mercado forte e sempre atualizado que participe dos debates. Não existe a possibilidade de termos um mercado
que tem em torno de 35.000 ginecologistas e fazer tudo isso sozinhos. Nós temos que nos unir e fazer isso todos juntos”, afirmou Coutinho.

Manuela ficou 10 anos à frente do laboratório do seu avô, e participou da transformação do mercado. “Fui a primeira pessoa no Brasil a idealizar e realizar cursos para médicos que queriam aprender sobre os implantes hormonais. Iniciei um movimento de abertura de
mercado a partir da conscientização e da educação médica, que deu espaço para que se formasse o mercado sólido e pujante que temos hoje”, lembra Manu.

No final de sua apresentação, Manuela se lembrou com carinho especial de um momento marcante de sua vida: “Dancei ao som de La Vie En Rose, de Edith Piaf, a valsa do meu casamento. Oito anos depois, minha avó, que é francesa e tem Alzheimer, estava em minha casa e cantou essa música inteira à capela, e se emocionou. Foi quando decidi que o
nome do meu laboratório seria La Vie”. “Foi um prazer enorme ter vocês fazendo parte desse ambiente. O laboratório La Vie Legacy Labs foi pensado para servir os médicos, os pacientes e contribuir para que cada vez mais pessoas tenham acesso a este tipo de tratamento. Quando vocês virem um lugar rosa, com asas de borboleta, podem ter certeza que eu estarei lá esperando vocês para uma conversa”, finalizou, emocionada, Manuela.

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