A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Combate às Drogas (DECOD) da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Palhoça, deflagrou a Operação Tela Oculta, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada pela prática dos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
A investigação teve início a partir de informações de que uma residência localizada no município de Palhoça funcionava como uma espécie de “escritório do crime”, ligado, entre outras atividades ilícitas, ao comércio de drogas.
Com base nas informações obtidas, foi cumprido mandado de busca e apreensão no local, ocasião em que foram apreendidos uma arma de fogo, anotações relacionadas à contabilidade do tráfico e uma quantia significativa em dinheiro.
No decorrer das investigações, apurou-se que o imóvel estava vinculado a um dos principais investigados. Também foi constatado que a arma de fogo apreendida era produto de um roubo a residência ocorrido em Palhoça, no ano de 2023, tendo um dos investigados como um dos autores do crime.
Com o avanço das diligências, especialmente a partir das análises financeiras, foi identificada uma complexa rede de movimentações e vínculos entre os integrantes do grupo investigado.
As investigações identificaram, ainda, diversas transações destinadas a uma empresa cuja proprietária foi presa, no ano de 2024, no Estado de Mato Grosso, em ocorrência envolvendo a apreensão de uma grande quantidade de maconha.
Os elementos reunidos ao longo da investigação indicam que a empresa seria utilizada como uma espécie de fachada para a movimentação de valores relacionados às atividades criminosas.
Também foi constatado que a referida empresa mantinha ligação direta com outros investigados que foram presos em ocorrências envolvendo expressivas quantidades de drogas em Palhoça e em outros Estados.
Entre os crimes antecedentes relacionados à investigação estão apreensões de 19,14 quilos de cocaína, em setembro de 2023; 486 quilos de maconha, em março de 2024; e aproximadamente 1,6 tonelada de maconha, em fevereiro de 2025, além do roubo a residência ocorrido no ano de 2023.
Segundo os elementos reunidos, a empresa investigada funcionava como uma espécie de central financeira, utilizada para o recebimento, a circulação e a movimentação de recursos provenientes do tráfico de drogas.
A análise financeira revelou a dimensão das operações do grupo investigado. Ao longo da investigação, foram identificadas movimentações que alcançam aproximadamente R$ 1,1 bilhão.
Nesta fase da Operação Tela Oculta, foram expedidos 32 mandados de prisão e 80 mandados de busca e apreensão. Até o momento, 16 prisões já foram realizadas, sendo que as diligências continuam em andamento para o cumprimento das demais ordens judiciais.
Durante a operação, em um dos alvos, foram apreendidos aproximadamente 32,6 quilos de substância com características semelhantes à cocaína.
Em outro alvo, as equipes localizaram aproximadamente 1,2 tonelada de maconha, 17,6 quilos de crack, 15,1 quilos de haxixe, comprimidos de ecstasy e substâncias utilizadas para a mistura de drogas. No mesmo local, também foram apreendidas três pistolas, uma carabina, uma granada de mão, mais de 200 munições e dois kits de conversão para armas.
A operação contou com o apoio de diversas unidades da Polícia Civil catarinense, da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa (PCPR), da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) de Marília e da Delegacia de Polícia do Município de Birigui (PCSP), da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (DENAR/PCMS) e da Delegacia de Polícia de Palmitinho (PCRS), além da Polícia Penal e da Polícia Científica de Santa Catarina.
As investigações prosseguem com a análise dos materiais apreendidos e dos dados obtidos, visando ao completo esclarecimento da estrutura e da atuação da organização criminosa, bem como à identificação do patrimônio e dos valores provenientes das atividades ilícitas.








