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ECCO Cia. de Dança é campeã do 15º Festival de Dança de Florianópolis

Entre 137 grupos, academias, escolas e companhias que se apresentaram em 14 sessões, a Ecco foi a concorrente que mais pontuou no ranking diário

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A Ecco Cia. de Dança, de São Paulo, é a grande campeã do Prêmio Desterro – 15º Festival de Dança de Florianópolis, realizado de 12 a 17 de maio, com Mostra Competitiva dividida entre os teatros Ademir Rosa, anexo ao Centro Integrado de Cultura (CIC), e Governador Pedro Ivo, no Centro Administrativo do Governo do Estado.

Entre 137 grupos, academias, escolas e companhias que se apresentaram em 14 sessões, a Ecco foi a concorrente que mais pontuou no ranking diário: 52 pontos somados em 11 colocações, sendo cinco de primeiro lugar, cinco de segundo e uma de terceiro, o que lhes garantiu o prêmio maior de R$ 15.000. Além disso, foi apontada pelos jurados como a melhor em dança contemporânea de todo o festival, recebendo premiação de R$ 2.000, e teve a performance coreográfica em jazz destacada, pela qual ganhou mais R$ 500.

A companhia paulista exibiu 22 trabalhos, um dos maiores volumes por grupo desta edição, todos na categoria adulto: dois balés clássicos de repertório, quatro balés neoclássicos, sete danças contemporâneas e nove de jazz. Doze deles foram coreografados pelo diretor, Rafael Trevisan; sete, por Rodrigo Cucorocio; e um, por Ricardo Scheir. Gisleine Rocha e Rodrigo Mello adaptaram, cada um, uma obra de repertório de Marius Petipa.

Seus 18 bailarinos disputaram com oito solos femininos, três solos masculinos, sete duos e dois conjuntos. Outros dois solos, um feminino e um masculino, participaram da Cena Comentada, a mostra paralela não avaliativa.

Dinamismo

Rafael – que, assim como Rodrigo, foi indicado a melhor coreógrafo do festival – dirige em paralelo o Ecco Centro de Artes. Este também veio, com 47 bailarinos, para apresentar 14 trabalhos, ficando em quarto lugar no ranking geral.

“Essa edição ficará guardada em nossos corações! O nosso carinho e respeito pelo Prêmio Desterro é algo que gostamos sempre de evidenciar, pois precisamos validar os festivais que, além de qualidade técnica e artística, possuem uma característica acolhedora, se preocupam em fomentar os artistas, e não somente capitalizar. Temos aqui uma das maiores estruturas do Brasil. A preparação exigiu muito do elenco, que estava ensaiando diariamente por cinco horas. Encerramos essa jornada com a mala cheia de boas lembranças e muitas conquistas”, celebra Rafael.

Com a vitória da Ecco Cia. de Dança, o título de campeão do Prêmio Desterro permanece com os paulistas desde 2017, quando o Raça Centro de Artes, da capital, conquistou o troféu. Depois, venceram o Balé Jovem de São Vicente, em 2018; a CBS Dance Company, de São José dos Campos, em 2019; o Raça, novamente, em 2022, se tornando o primeiro bicampeão; a Lapidari Cia. de Dança, de Praia Grande, em 2023; o Balé Jovem de São Vicente, outra vez, em 2024; e, de novo, o Raça Centro de Artes, em 2025, sendo o único caso de tricampeonato na história do evento, que não foi realizado em 2020 e 2021 por causa da pandemia. O Estado de São Paulo também já havia levado a taça em 2012, com a Faces Ocultas Cia. de Dança, de Salto; e 2015, com IOA Dança, de Jundiaí.

Qualidade

O 15º Festival de Dança de Florianópolis reuniu cerca de 2.000 bailarinos da Bahia, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e do Paraguai, que se apresentaram para um público estimado em 4.556 espectadores.

Foram exibidas quase 600 coreografias, criadas ou adaptadas por mais de 270 coreógrafos e repositores de obras clássicas, entre a Mostra Competitiva e a Cena Comentada – mostra paralela sem avaliação, mas com análise técnica de um profissional de dança convidado.

“Conseguimos realizar um evento grandioso, com uma programação intensa, dois teatros funcionando simultaneamente e centenas de artistas circulando diariamente. Tudo ocorrendo de forma muito organizada e como havíamos planejado. Foi uma edição marcada pela qualidade artística, pelo acolhimento aos participantes e pelo comprometimento de toda a equipe envolvida. Ver os teatros cheios, os bailarinos felizes e o reconhecimento do público e dos profissionais da dança nos dá a certeza de que estamos no caminho certo”, avalia o diretor-geral, Carlos Eduardo de Andrade.

O 15° Prêmio Desterro – Festival de Dança de Florianópolis é um projeto cultural realizado pelo Instituto Cultural Desterro, por meio do Programa de Incentivo à Cultura (PIC), do Governo do Estado de Santa Catarina, aprovado pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC), e com o incentivo das empresas Havan, Condor, Hiper Select e Mili.

VENCEDORES POR GÊNERO

Os primeiros colocados, por pontuação, em cada subgênero (solo feminino, solo masculino, duo e conjunto), das categorias júnior e adulto, ganharam vaga garantida para se apresentarem na próxima edição do Prêmio Desterro com coreografia de igual combinação, sem necessidade de passar pelo processo seletivo.

Já os melhores em cada um dos seis gêneros competitivos, conforme a opinião dos jurados, receberam como premiação especial R$ 2.000.

– Melhor balé clássico de repertório: Cenarium Company, de Florianópolis

– Melhor balé neoclássico: Cia. Minuetto, de São João da Boa Vista (SP)

– Melhor dança contemporânea: Ecco Cia. de Dança, de São Paulo

– Melhor dança popular: Freedom Cia. de Dança, de Rio Grande (RS)

– Melhor dança urbana: Grupo Cultura do Guetto, de Belo Horizonte

– Melhor jazz: Contextos Cia. de Dança, de São Paulo

COREOGRAFIAS DESTACADAS

A critério da direção do festival, o trabalho coreográfico de um grupo que se sobressaia em cada um dos seis gêneros competitivos pode ganhar R$ 500. Neste ano, foram a dança urbana do Grupo de Dança Andreia Mendes – FCT, de Timbó (SC); e o jazz da Ecco Cia. de Dança, de São Paulo.

CENA COMENTADA

Em duas sessões da Cena Comentada, foram exibidas 95 coreografias de diferentes gêneros, incluindo o estilo livre, que não é contemplado na Mostra Competitiva. Apesar de não ser avaliativa, apenas recebe análise técnica de profissional convidado, uma coreografia pode ser escolhida pela comissão do festival para concorrer na próxima edição do Prêmio Desterro. A selecionada foi “Por Onde o Sonho Me Leva”, conjunto de jazz adulto da A.P Cia. de Dança, de São Paulo.

PRÊMIO DESTAQUE

O Prêmio Destaque é outorgado a um bailarino, grupo, escola, figurinista, ensaiador, coreógrafo ou conjunto de obra que tenha se evidenciado. Com R$ 3.000, foi premiada a Creare Dança, de Jundiaí (SP), pela excelência no trabalho desenvolvido com a categoria júnior.

Demais indicados: Grupo de Dança Andreia Mendes – FCT, de Timbó (SC); pela coreografia de dança urbana “Bushido – O Caminho do Guerreiro”; Grupo Cultura do Guetto, de Belo Horizonte, pelo desempenho em danças urbanas; a bailarina Isabella Mariano de Azevedo, da Creare Dança, pelo desempenho cênico; a bailarina Manu Catharino, do Conservatório Dança e Arte, do Rio de Janeiro, pela variação do balé de repertório “La Fille Mal Gardée”; e a Companhia de Dança Liliana Vieira, de Joinville (SC), pelo figurino em danças populares.

MELHOR COREÓGRAFO

Bruno Manganelli, do Carol Dalmolin Estúdio de Dança, de Porto Alegre, foi eleito o melhor coreógrafo do festival, recebendo premiação de R$ 3.000.

Também foram indicados: Andressa Rondon, com trabalhos para a Creare Dança, de Jundiaí (SP), e o Ballet Lenita Ruschel, de Porto Alegre; Eduardo Menezes, com trabalhos para o Gira Centro de Dança, de Porto Alegre, e o Núcleo Kínisi de Dança, de Itatiba (SP); Jhean Alex, com trabalhos para a Cia. Jovem Contextos e a Contextos Cia. de Dança, de São Paulo; e o Link Studio de Dança, de Jacareí (SP); Lucas Pierre, com trabalhos para o Ballet Luana Prado, de Londrina (PR), a Germana Saraiva Escola Internacional de Ballet, de Joinville (SC), e a Imperio’s Especial Academia de Ballet, de Praia Grande (SP); Patricia Miranda, do Ballet Lenita Ruschel, de Porto Alegre; Rafael Trevisan, da Ecco Cia. de Dança e do Ecco Centro de Artes, de São Paulo; Rodrigo Cucorocio, com trabalhos para a Contextos Cia. de Dança, a Ecco Cia. de Dança e o Raça Centro de Artes, de São Paulo; e Vitoria Candemil, da Andanças de Rita Candemil, de Taquara (RS).

MELHORES BAILARINOS

Helena Mandrote, da Vivartes Escola de Dança, e Henrique Feliciano, da Contextos Cia. de Dança, ambas de São Paulo, foram escolhidos como melhores bailarina e bailarino, faturando cada um R$ 2.000.

Demais indicados: Gabi Bacaycoa, da Contextos Cia. de Dança; Isabele Azenha, do Grupo Meiaseteoito, de Brasília; Júlia Lima e Rodrigo Maia, da Ecco Cia. de Dança, de São Paulo; Junior Chagas, do Grupo Cultura do Guetto, de Belo Horizonte; Maria Augusta Abibe, da Cia. Minuetto, de São João da Boa Vista (SP); Victoria Terribile, da Escola de Dança Na Ponta do Pé, de Caxias do Sul (RS); e Yasmin de Araújo, da Ecco Centro de Artes, de São Paulo.

MELHOR APRESENTAÇÃO

Para receber R$ 3.000 como prêmio de melhor apresentação do festival, entre todos os gêneros e categorias, os jurados apontaram a Cia. Jovem Contextos, de São Paulo, pelo jazz “Run Boy”.

Também foram indicados o balé clássico de repertório “Valsa das Guirlandas” (“A Bela Adormecida”), da Cenarium Company, de Florianópolis; e a dança urbana “Radiografia de um Sobrevivente”, do Grupo Cultura do Guetto, de Belo Horizonte.

As três coreografias concorreram no subgênero conjunto, na categoria adulto.

DESTERRO 40+

Instituída nesta edição, e somente para o subgênero conjunto, a mostra Desterro 40+ é dirigida a bailarinos acima dos 40 anos de idade, tendo premiação e palco próprios. O grupo escolhido pelos jurados, entre os nove concorrentes desta categoria, para receber R$ 2.000 foi a Eleve Cia. de Dança, de Florianópolis, pelo jazz “Quando o Amor Exala em Rosas”. Ganhou também vaga garantida para a próxima edição do festival, sem necessidade de seleção.

BATALHA DE DANÇAS URBANAS

Disputada na modalidade Hip Hop Freestyle 1×1, 50 dançarinas e dançarinos, sem divisão por sexo, se apresentaram no Espaço Lindolf Bell (CIC), individualmente, na primeira fase. Dos 16 selecionados para duelarem entre si, os três classificados foram: Pablo Luis Silveira, de Criciúma (SC), em 1º lugar; Yuri Marques, de Florianópolis, em 2º lugar; e Jackson Conceição, de Porto Alegre, em 3º lugar. Eles receberam, respectivamente, R$ 2.000, R$ 1.000 e R$ 500.

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