Bonecas negras produzidas por professoras das escolas profissionais de São José vão ser distribuídas às unidades da rede municipal de Ensino como recursos para o trabalho com a educação antirracista. Nesta sexta-feira (26), professoras das sete Escolas Profissionais do Município participaram, na Escola Profissional Ivanildes Peixer Vieira, em Campinas, de uma aula de construção de bonecas negras, em parceria com o setor de Educação para as Relações Étnico-Raciais (Erer) da Secretaria Municipal de Educação.
“É uma parceria que vai potencializar o trabalho nas unidades educativas. A proposta é que as profissionais construam bonecas que serão entregues às unidades da rede municipal de ensino e customizadas por cada Centro de Educação Municipal (CEM) e Centro de Educação Infantil (CEI)”, explicou a coordenadora da Erer, Rosa Maria de Jesus da Silveira.
Rosa detalha que a iniciativa integra o eixo de materialidade do Erer, que busca ampliar a presença de referências étnico-raciais nos espaços educativos por meio de brinquedos, brincadeiras e outros recursos pedagógicos.
Para a secretária de Educação, Cláudia Macário, a iniciativa mostra como diferentes áreas da rede podem contribuir para fortalecer as práticas pedagógicas. “As escolas profissionais têm um trabalho muito rico e, nesta ação, esse conhecimento também passa a contribuir diretamente com as unidades de ensino. É uma forma de somarmos esforços e criarmos materiais que tenham significado para as crianças e estudantes e que possam apoiar o trabalho dos professores no dia a dia”, afirmou.
Além da construção das bonecas, a atividade também envolve a produção de bolsas que irão compor um kit de materiais para o trabalho com a educação antirracista nas unidades. A ideia é que a primeira boneca produzida sirva como referência para que outras sejam confeccionadas posteriormente nas próprias escolas, ampliando a iniciativa.
A ação está relacionada à Lei Federal nº 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana nas escolas. Para Rosa, trabalhar com a materialidade é uma forma de levar essa perspectiva para o cotidiano das crianças. “O brinquedo é um eixo potente da educação. Quando colocamos referências negras nos espaços educativos, também estamos contribuindo para que as crianças reconheçam e valorizem diferentes identidades”, destacou.
O trabalho desenvolvido nesta sexta-feira (25) também será apresentado durante o Seminário de Educação para as Relações Étnico-Raciais, marcado para os dias 10 e 11 de novembro, quando serão compartilhadas ações realizadas ao longo do ano pela rede municipal.
Escolas Profissionais
A atividade reúne professoras das áreas de artesanato e costura das sete Escolas Profissionais de São José. Atualmente, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação, oferece gratuitamente 14 modalidades de cursos à população, entre elas artes aplicadas, bordado à mão e à máquina, corte e costura, macramê, patchwork, pintura em tecido, porcelana fria, tricô e crochê.
Além da secretária de Educação e da coordenadora do Erer, prestigiaram a atividade: o diretor da Escola Profissional Ivanildes Peixer Vieira, Luis Antônio de Aguiar; a coordenadora das Escolas Profissionais de São José, Michelle Menezes Weickert; e a assessora pedagógica Scheila Martins.









