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Entre aromas, texturas e descobertas: crianças inauguram Horta Medicinal no Parque dos Sabiás

Novo espaço reúne mais de 200 mudas de plantas medicinais e transforma o aprendizado sobre saúde e meio ambiente em uma experiência prática para estudantes e comunidade

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O Parque Ambiental dos Sabiás ganhou na quarta-feira (3) um novo espaço dedicado ao conhecimento, à saúde e à conexão com a natureza. A inauguração da Horta Medicinal reuniu estudantes, professores, servidores municipais e moradores em uma tarde marcada por aprendizado, curiosidade e contato direto com mais de 200 mudas de cerca de 20 espécies de plantas medicinais.

Mais do que um canteiro de ervas, a nova estrutura nasce com a missão de ser um ambiente permanente de práticas integrativas de saúde, educação ambiental e valorização dos saberes populares transmitidos entre gerações.

Durante a inauguração, as crianças percorreram os canteiros observando, tocando e sentindo o aroma das diferentes espécies cultivadas. Para muitos estudantes, foi a primeira oportunidade de conhecer de perto plantas que antes apareciam apenas nos livros ou em embalagens de chá nas prateleiras dos supermercados.

Um dos momentos mais marcantes da tarde foi a apresentação preparada pelos alunos em sala de aula. Nas semanas que antecederam o evento, cada criança pesquisou uma planta medicinal e seus benefícios. No parque, elas se tornaram protagonistas do aprendizado, compartilhando seus conhecimentos com colegas, professores e convidados.

Entre os participantes estava Isadora, de 9 anos, aluna do CEM Jardim Solemar, que apresentou a marcela, erva tradicionalmente utilizada no preparo de chás e conhecida por suas propriedades calmantes. “Aprendi que a marcela é usada para fazer chá e ajuda a acalmar. Foi muito legal pesquisar sobre ela e depois ver outras plantas de verdade aqui na horta. Eu gostei porque parecia que a gente estava aprendendo dentro da natureza”, contou a estudante.

O superintendente da Fundação Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Rubens Pereira Júnior, destacou que o espaço foi pensado para unir saúde, educação e sustentabilidade em um mesmo ambiente. “Estamos entregando para São José um ambiente de práticas integrativas de saúde, onde as pessoas poderão conhecer ervas medicinais utilizadas há gerações no cuidado com a saúde. É um espaço que conecta conhecimento científico, saberes populares e educação ambiental, permitindo que a comunidade aprenda na prática sobre os benefícios das plantas medicinais e sua relação com a qualidade de vida.”

Responsável pelas atividades da Escola do Meio Ambiente, o professor Carlos Danilo de Oliveira Pires explica que a proposta vai muito além do cultivo das plantas.

“A horta foi criada para ser uma sala de aula ao ar livre. Aqui as crianças podem conhecer plantas utilizadas para chás, entender suas características, sentir os aromas, observar as texturas e vivenciar experiências que despertam a curiosidade. Queremos que elas aprendam com todos os sentidos, criando uma relação verdadeira com a natureza e compreendendo a importância dessas espécies para a saúde e para a cultura popular.”

A diretora da Escola do Meio Ambiente, Luciana Muniz, ressaltou que a nova estrutura amplia as possibilidades de educação ambiental desenvolvidas no município e fortalece a conexão entre os estudantes e o meio ambiente.

“Nosso objetivo é fazer com que as crianças vivenciem a natureza de forma concreta. Aqui elas podem tocar, sentir os aromas, observar as diferenças entre as espécies e compreender que essas plantas fazem parte da nossa cultura e também dos cuidados com a saúde. Quando o aprendizado acontece por meio da experiência, ele se torna mais significativo e desperta um olhar mais atento para o meio ambiente.”

Segundo Luciana, a horta passa a ser um verdadeiro laboratório vivo para as atividades da Escola do Meio Ambiente. “Esse espaço amplia as possibilidades de aprendizagem e permitirá que estudantes, professores e a comunidade participem de experiências que unem conhecimento, sustentabilidade, saúde e valorização dos saberes tradicionais.”

Para o professor Carlos Danilo, a participação ativa dos alunos durante a inauguração mostrou o quanto o contato direto com a natureza potencializa o aprendizado. “Quando a criança pesquisa uma planta, prepara uma apresentação e depois encontra aquela espécie no ambiente real, o aprendizado ganha significado. Ela deixa de ser apenas uma informação no livro e passa a fazer parte da experiência daquela criança.”

A professora Kelim Ariadines Venturini acompanhou os estudantes durante toda a atividade e destacou o impacto da experiência prática no processo de aprendizagem. “Quando os alunos conseguem vivenciar aquilo que aprendem em sala de aula, o conhecimento ganha outro significado. Eles observam, fazem perguntas, exploram os sentidos e criam conexões com o conteúdo. É uma aprendizagem muito mais rica e que certamente ficará na memória dessas crianças.”

A experiência também encantou a aluna Luna, do 4º ano do CEM Jardim Solemar. Para ela, a visita representou a oportunidade de transformar em realidade conteúdos que antes conhecia apenas pelos livros. “Gostei muito porque pude ver de verdade as plantas que a gente aprende nos livros. Eu já tinha visto alguns chás no supermercado, mas não sabia como eram as plantas. Foi muito legal sentir o cheiro das folhas, conhecer as ervas e aprender para que cada uma serve.”

A horta ficará sob os cuidados da Escola do Meio Ambiente e passará a integrar as atividades permanentes de educação ambiental desenvolvidas no Parque dos Sabiás. Além das visitas escolares, o espaço também será utilizado em oficinas, capacitações e ações voltadas à promoção da saúde e ao fortalecimento dos vínculos comunitários.

Com mais de 200 mudas e dezenas de espécies medicinais, a nova Horta Medicinal reforça a vocação do Parque dos Sabiás como espaço de aprendizado, convivência e bem-estar, aproximando as pessoas da natureza, dos saberes tradicionais e das práticas que promovem uma vida mais saudável.

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