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Escola de Oleiros celebra 31 anos mantendo a memória cultural de São José

Celebração contou com apresentações artísticas e abertura da exposição natalina “Anjos e Estrelas”

Referência na cultura açoriana e única escola da América Latina que ensina gratuitamente o ofício da olaria, a Escola Joaquim Antônio de Medeiros, comemorou neste sábado (25) os seus 31 anos de atividades com apresentações artísticas e abertura da exposição natalina “Anjos e Estrelas”. Fundada em 1992 a unidade já formou mais de cinco mil alunos neste período que produzem, abrem novas olarias e preservam a tradição de São José, considerada a capital da louça de barro.

A arte do oleiro, conta a coordenadora da escola, Terezinha Maria de Medeiros, neta do mestre que difundiu o ofício em Santa Catarina, passa pela sensibilidade, delicadeza e criatividade, qualidades fundamentais ensinadas no local. “Essa escola segue, principalmente pela dedicação e compromissos de nossos mestres: Ivo, Ilson, Luciano e Myllene, há mais de 20 anos, se dedicando ao ofício da olaria, repassando conhecimentos adquiridos com nossos antepassados. A nossa escola é assim pela energia de todos que frequentam essa casa”.

O secretário de Cultura e Turismo, Charles Colzani, enfatizou que a escola tem uma representatividade enorme para São José. “Nestes 31 anos muitos aprenderam o ofício de nossos antepassados e temos muito orgulho por tudo. A escola fica numa casa histórica, na Ponta de Baixo, que tinha a maior tradição de oleiros da cidade. É a preservação de nossa história”.

Cultura

Para celebrar os 31 anos grupos artísticos apresentaram suas canções e tradições como a Rendeiras Cantadeiras da Lagoa da Conceição, o grupo Vozes da Útera e uma roda de samba, com cantigas tradicionais. Teve também a abertura oficial com mandala de argila com ciranda de roda feita pelos alunos e professores e da exposição “Anjos e Estrelas”.

A escola

Os cursos gratuitos são oferecidos em três modalidades: tradicional roda de oleiros, modelagem figurativa e de modelagem diversa. A escola atende cerca de 200 alunos de faixas etárias variadas, desde os nove até os 80 anos. As aulas experimentais ocorrem duas vezes na semana, nas segundas e quartas-feiras, ou nas terças e quintas-feiras, nos períodos da manhã, tarde ou noite.

Além de aprender um novo ofício, adultos, jovens e crianças que participam das aulas têm a oportunidade de conhecer o contexto histórico em que a Escola surgiu, em especial por meio da exposição permanente de peças que ela ostenta para os moradores e turistas que viajam para conhecer o local.

Em novembro de 1992, a Escola de Oleiros Joaquim Antônio de Medeiros foi fundada naquela antiga moradia em que funcionava a fábrica, com o objetivo de valorizar e repassar as técnicas dos oleiros para as novas gerações. A prática se inseriu no rol das manifestações culturais imateriais mais expressivas do litoral catarinense.

A edificação de arquitetura luso-brasileira colonial é um capítulo à parte na história da olaria. A fachada principal da casa apresenta porta e janelas com proporções e ritmos equilibrados, típicos da arquitetura tradicional.

São José foi um polo produtor e exportador de louças de barro. A técnica do torno trazida pelos imigrantes açorianos foi mais difundida na região da Ponta de Baixo, se tornando a principal forma de renda das famílias naquela época. Com a queda do ofício, o mestre oleiro Joaquim Antônio de Medeiros foi um dos poucos a permanecer com a tradição.

Ele dedicou a vida à produção de peças utilitárias – pratos, panelas, canecas, alguidares, jarros, potes, entre outros – que abasteciam as casas dos moradores. Em 1992 a olaria foi transformada na primeira Escola de Oleiros do Brasil, recebendo o nome do oleiro como homenagem. Atualmente busca recuperar, valorizar e repassar as técnicas de uma das atividades típicas da cultura catarinense.

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