O Pátio Milano recebe, de 16 de abril a 3 de maio, a exposição “Arquétipos”, da artista visual e muralista Sabrina Feltens. A mostra apresenta 12 obras inspiradas nos arquétipos de personalidade propostos pelo psiquiatra suíço Carl Jung, propondo uma travessia visual que conecta arte, psicologia e autoconhecimento. A abertura da exposição será no dia 16, quinta-feira, às 18h e contará com a presença da artista.
Formada em design gráfico e radicada em Florianópolis, Sabrina dedicou cerca de dois anos ao projeto, cujas raízes remontam à época da graduação. O interesse pelos arquétipos surgiu durante estudos sobre comportamento e identidade. “Estudei muito sobre os arquétipos na faculdade de design e fiquei fascinada com o quanto todos se encaixavam em pelo menos duas das personalidades da teoria. Esse tema nunca saiu da minha cabeça e, aos poucos, comecei a imaginar como transformar cada personalidade em uma peça única”, conta a artista.
Para traduzir conceitos simbólicos em linguagem visual, Sabrina explorou uma variedade de materiais e texturas. As obras compartilham um formato padrão, mas se diferenciam pela construção e pelos elementos utilizados em cada peça. “Meu traço como artista são as texturas, então estudei e explorei o material que mais tinha a ver com cada arquétipo. Usei malha metálica, bandagens, massas, concreto, espuma expansiva, tecidos e até leds. Cada peça é realmente única”, explica.
A proposta da mostra é tornar um conceito psicológico complexo mais acessível por meio da experiência estética. “Sou uma pessoa muito visual e percebia que, quando explicava os arquétipos para as pessoas, elas sempre precisavam de um exemplo visual. Foi então que pensei em transformar essas personalidades em obras de arte”, afirma a artista.
Durante a visita, os participantes também terão acesso a informações sobre cada obra e a um painel interativo com um teste virtual que ajuda a identificar traços de personalidade relacionados aos arquétipos. Para Paty Alves, gerente de marketing do Pátio Milano, “o espaço existe para que o Centro de Florianópolis seja palco de experiências que as pessoas não encontram em outro lugar. Uma exposição que parte da psicologia e chega na arte é exatamente o tipo de programação que queremos construir aqui”, afirma.









