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Exposição do Prêmio AF de Arte Contemporânea pode ser visitada até o dia 15/1

Premiação da Aliança Francesa de Florianópolis reúne a nova e talentosíssima geração de artistas em mostra coletiva no Espaço Lindolf Bell, no CIC. Gratuito.

A exposição que reúne a nova e brilhante geração de artistas contemporâneos de Santa Catarina, representada pelos três finalistas do Prêmio AF de Arte Contemporânea, segue aberta para visitação até o dia 15 de janeiro no Espaço Lindolf Bell, no CIC, na Capital. A
mostra coletiva, resultado da mais importante premiação do estado promovida pela Aliança Francesa de Florianópolis, tem obras de Bill Or (Itajaí), Mauricio Igor (Florianópolis) e Lucas Pereira Elias (Sombrio).

Com olhar voltado para questões de identidades em temas como gênero, sexualidade, miscigenação, decolonialidade e o cotidiano, o artista Mauricio Igor foi o grande vencedor da 9ª edição do Prêmio. O anúncio foi feito em novembro, na abertura da mostra. Como prêmio, Igor fará uma residência artística de três meses na Cité Internationale des Arts, em Paris.

O consenso entre o júri da edição 2022 é que foi uma das seleções mais interessantes dos últimos anos, com artistas de altíssimo nível. Em comum, os três finalistas são artistas jovens mas com uma trajetória já muitíssimo consistente. Para a artista Anna Moraes, que
assina a expografia e curadoria, a mostra que ao público a partir de 30 mostra um recorte interessante da novíssima geração de artistas que atuam no estado.

Transições entre ficção e realidade

Os três artistas têm uma produção baseada em percepções muito diferentes de mundo e utilizam mídias e suportes singulares. Bill Or, de Itajaí, por exemplo, pesquisa relações entre literatura e artes visuais, ficção e realidade, hardware e software, a partir de
procedimentos de apropriação, coleção e edição com desdobramentos em performances, textos, áudios, vídeos, fotografias, desenhos e publicações.

Já Mauricio Igor, grande vencedor do Prêmio em 2022, é um paraense radicado em Florianópolis que investiga questões de identidades em temas como gênero, sexualidade, miscigenação, decolonialidade e o cotidiano, desde a região amazônica, de onde é natural, aos trânsitos pelo Brasil e fora. Seus processos se desdobram em mídias como fotografias, vídeos, objetos, performances, textos e instalações.

Do Sul do Estado vem Lucas Pereira Elias, artista que elabora narrativas poéticas e políticas a partir da observação de objetos cotidianos, principalmente em aquarela sobre papel, bordado e acrílica sobre lona. Alia a pesquisa sobre temática ambiental que parte de uma relação afetiva e familiar principalmente com sua avó.

O Prêmio Aliança Francesa de Arte Contemporânea 2022 tem patrocínio da ENGIE. Apoio do Consulado da França em São Paulo, do Institut Français e da Fundação Catarinense de Cultura. A produção é Marte Cultural. Realização da Aliança Francesa de Florianópolis.

Conheça os artistas

Bill Or (1994) | Itajaí

Bill Or (Beatriz Ramalho Rodrigues) é  artista visual à frente de várias iniciativas voltadas para projetos editoriais. Nos últimos anos, seu interesse tem se voltado para as relações entre literatura e artes visuais, ficção e realidade, hardware e software. Seu trabalho
se dá a partir de procedimentos de apropriação, coleção e edição com desdobramentos em performances, textos, áudios, vídeos, fotografias, desenhos e publicações. O processo da artista passa ainda pela edição como linguagem e tecnologia no campo editorial, com a
presença marcante da repetição.  Já participou de diversas exposições e projetos individuais, como Começa Com o Toque do Dedo no Dorso da Máquina, na sala Edi Balod em Criciúma; Nomeáveis ou Como Chamar Coisas sem Nome, na Casa da Cultura Dide Brandão de itajaí; e sonho.software, executado com recursos do Lei Aldir Blanc, entre outras.

Mauricio Igor (1995) | Florianópolis – Vencedor da Prêmio AF de Arte Contemporânea 2022

Nascido em Belém (PA) e radicado em Florianópolis, o artista atualmente transita entre essas duas cidades. É licenciado em Artes Visuais pela Universidade Federal do Pará, teve passagem pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (Portugal) e atualmente é mestrando na Udesc. Sua pesquisa e produção passa pela investigação de questões de identidades em temas como gênero, sexualidade, miscigenação, decolonialidade e o cotidiano na região amazônica. Vem se dedicando a uma pesquisa acerca das poéticas sobre o corpo afro-amazônico em deslocamento, como o corpo sente e é sentido, como
afeta e é afetado. Esses processos se desdobram em diferentes mídias, como fotografias, vídeos, objetos, performances, textos e instalações. Já participou de exposições e premiações como com o XVI Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia, da Fundação Nacional de Artes; Prêmio Rede Virtual de Arte e Cultura, da Fundação Cultural do Estado do Pará; e o 15º Salão de Artes de Itajaí, da Fundação Cultural de Itajaí, SC;  entre outros.

Lucas Pereira Elias (2000) | Sombrio

Nascido em Sombrio, no Sul do Estado, Elias é graduando em Artes Visuais pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc). Como artista, seu trabalho passa pela elaboração de narrativas poéticas e políticas a partir da observação de objetos cotidianos.  Seus principais suportes e meios são a aquarela sobre papel, bordado e acrílica sobre lona. Ultimamente seu objeto de pesquisa passa pela temática ambiental por meio de uma visão afetiva e que parte de questões pessoais da história da avó, uma pescadora que nasceu às
margens do Rio Araranguá. Nesse sentido, vem propondo o debate sobre a questão ambiental a partir do viés da tradição e da memória. Embora ainda jovem, já passou por mostras importantes, como a 30º Mostra de Arte da Juventude no SESC Ribeirão preto (2021) e o 17º Salão Ubatuba de Artes Visuais (2021), além de ter recebido o prêmio
Perspectiva Futura no 19° Território da Arte de Araraquara (2022).

Agende-se

9º Prêmio AF de Arte Contemporânea
Abertura: 30/11/2022, às 19h
Visitação: 30/11/2022 a 15/1/2023, de terça a domingo, das 10h às 21h
Quanto: gratuito
Classificação Indicativa: livre

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