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Florianópolis recebe o festival Floripa Que Horror! na semana do Dia das Bruxas

VII edição do festival internacional de cinema fantástico será de 27 a 31 de outubro, no CIC, com entrada gratuita, sessões diárias e produções do Brasil, Argentina, Colômbia, Cuba, França, Turquia e Venezuela

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O Floripa Que Horror! Festival Internacional de Cinema Fantástico de Florianópolis (FQH) apresenta a programação completa da 7ª edição do evento que será de 27 a 31 de outubro. O público poderá assistir a 47 produções, entre curtas e longas-metragens, no Centro Integrado de Cultura (CIC), com entrada gratuita e distribuição de ingressos por ordem de chegada. A classificação indicativa é de 16 anos.

Em diálogo com a cultura bruxólica do folclore nativo de Florianópolis, eternizada pela pesquisa do historiador Franklin Cascaes, o festival reúne obras contemporâneas de forte qualidade narrativa e de produção, com curadoria especializada em horror, suspense, fantasia, experimental e afrofuturismo. Conforme explica o produtor do evento, Pedro MC, a seleção destaca filmes dirigidos majoritariamente por mulheres, bem como obras que atravessam temas como questões LGBTQIA+, sociais e ambientais, sem abrir mão do cinema de diversão.

Ele conta, também, que quatro das cinco noites terminam com a exibição de um longa-metragem de forte impacto estético: Coração das Trevas, na sessão de terça-feira (27), Quando o Sangue Flui, na quarta-feira (28), Dragkiller, na sexta (30) e Vicente na Cidade Fantasma, no sábado (31). A noite de quinta-feira será encerrada com o curta-metragem do Amazonas, “Mata-Gato”, que traz uma forte crítica social. “A programação inclui ainda estreias nacionais e obras de todas as regiões do Brasil”, reforça Pedro. 

Segundo a curadora e crítica de cinema, Yasmin Evaristo, trata-se de uma programação original, com potência para ocupar a tela da sala de cinema pública de Santa Catarina com linguagem e autoria. A curadoria também é construída pelos cineastas catarinenses Petter Baiestorf e Gurcius Gewdner, que estão em circuito nacional de festivais com o longa-metragem Privadas de Suas Vidas, com estreia prevista para dezembro de 2026 em todo o Brasil.

O festival distribuirá mais de 10 prêmios nas categorias de inovação de linguagem e mérito de produção de guerrilha. A 7ª edição do Floripa que Horror consolida Santa Catarina como polo de exibição e difusão do cinema fantástico, com potencial para estimular a produção de novos filmes do gênero no estado. 

Cinema Fantástico

Além das sessões, o Floripa Que Horror! terá, ainda, a Oficina Maquiagem Artística para Cinema Fantástico com a maquiadora de efeitos especiais Mariana Tzaschel. A cineasta e técnica de laboratório de efeitos trabalha em sets de filmagem de Santa Catarina e de Los Angeles, desenvolvendo caracterização de personagens, próteses, transformações artísticas e efeitos de maquiagem para o cinema fantástico. A ação no FQH será na quinta-feira, dia 29, às 19h na Célula Cultural com entrada gratuita mediante inscrição prévia, que deve ser feita pelo Instagram @floripaquehorrorfest. 

O VII FQH é uma realização da Cinemática Hub, em parceria com a Tempestá Cultural e a Garage 13. O evento conta com o apoio cultural da IV Mostra Catarina Fantástica, projeto contemplado no Prêmio Catarinense de Cinema da Fundação Catarinense de Cultura. A programação completa está disponível no site do festival: www.floripaquehorror.com.br. 

SERVIÇO 

VII Floripa Que Horror! Festival Internacional de Cinema Fantástico de Florianópolis

Quando: de 27 a 31 de outubro
Onde: Sala de Cinema Gilberto Gerlach, no Centro Integrado de Cultura (CIC) | Av. Gov. Irineu Bornhausen, 5600 – Agronômica, Florianópolis/SC
Horários: sessões diárias a partir das 17h; no sábado, a partir das 17h30
Entrada: gratuita, por ordem de chegada
Classificação indicativa: 16 anos
Site: www.floripaquehorror.com.br
Informações: (48) 98866-6012

PROGRAMAÇÃO

Terça-feira, 27 de outubro – Sessão Esquenta Bruxólica

A abertura reúne curtas que exploram o horror pelo íntimo, pelo regional e pelo analógico. O destaque é Uma Madrugada Alucinante – Aventuras em VHS, de Rafael Borsoi Cipriani, que encerra o bloco de curtas com estética de fitas VHS, nostalgia analógica e espírito de aventura noturna. A sessão segue com o longa de animação Coração das Trevas.

Programação

17h – A Vaidade é a Última que Morre, de Natalia Zambon. 2026, 3 min., Brasil/RS.
17h03 – Whisper of the Wheel, de Elif Dokur. 2026, 6 min., Turquia.
17h09 – La Fragilidad de un Cuervo Solitario (A Fragilidade de um Corvo Solitário), de Emanuel Fernandez. 2026, 10 min., Argentina.
17h19 – DIU, de Camila Schincaglia. 2026, 11 min., Brasil/RJ.
17h30 – Pedra-Mar, de Janaína Lacerda. 2026, 12 min., Brasil/PB.
17h42 – Contrato, de Deivis Horbach e Kiwi Bertola. 2026, 15 min., Brasil/RS.
17h57 – O Monstro do Sertão, de Helen Quintans. 2026, 18 min., Brasil/SP.
18h15 – O Véu, de Gabriel Motta. 2025, 20 min., Brasil/RS.
18h35 – Uma Madrugada Alucinante – Aventuras em VHS, de Rafael Borsoi Cipriani. 2026, 23 min., Brasil/RS.
18h58 – Coração das Trevas, de Rogério Nunes. 2025, 72 min., Brasil/SP.

Em Coração das Trevas, uma animação brasileira reinscreve o clássico de Joseph Conrad em um Rio de Janeiro distópico, transformado em zona de guerra. O tenente Marlon percorre rios e margens da cidade para encontrar Kurtz, ex-capitão da PM e antigo herói nacional apontado como responsável pelo colapso que isolou o Rio. Com traços entre o rabisco surreal e a caricatura dinâmica, o filme desloca a descida ao inferno para um Brasil atravessado pela violência urbana, pelas milícias e pelo ciclo de brutalidade.

Quarta-feira, 28 de outubro – Corpos, desejos e antropofagia vampírica

O segundo dia apresenta produções brasileiras e internacionais que investigam o corpo como território de desejo, violência, memória e transformação. O destaque é Aquiles era um Twink, de Henrique Barreto Domingues, que revisita o mito grego com humor, estética queer e irreverência contemporânea. A noite culmina no longa Quando o Sangue Flui.

Programação

17h – Carnívoro, de Paulo Conceição e Bruno Adrian. 2026, 5 min., Brasil/PE.
17h05 – Batidão de Botas 2000, de Camila Santos, Daniel Galuppo, Esther Costa, Maria Eduarda Bandeira e Stella Mahle. 2026, 5 min., Brasil/RS.
17h10 – Aquiles era um Twink, de Henrique Barreto Domingues. 2026, 10 min., Brasil/PR.
17h20 – Matanga, de Rebeca Francoff. 2026, 12 min., Brasil/RS.
17h32 – Anastácia, de Lilih Curi. 2025, 15 min., Brasil/BA.
17h47 – Manic, de Mariel Sharp. 2026, 17 min., Canadá.
18h04 – Tiradentes, de Paulo Biscaia Filho. 2026, 20 min., Brasil/PR.
18h24 – Quando o Sangue Flui, de Cainã de Paulo e Pedro Valle. 2025, 108 min., Brasil/RJ.

Em Quando o Sangue Flui, realizado com orçamento reduzido, o longa transforma a escassez em potência visual, inventividade e identidade artística crua. Ao misturar vampirismo, atmosfera queer e referências ao Manifesto Antropofágico na orla de Ipanema, o filme atualiza o espírito subversivo do Cinema Marginal e das produções da Boca do Lixo. Com linguagem tropicalista, poética e ácida, confronta os clichês do horror comercial e amplia as possibilidades do cinema fantástico brasileiro.

Quinta-feira, 29 de outubro – Florestas, rituais e assombrações

A sessão reúne curtas de forte densidade atmosférica, ligados à natureza, ao sobrenatural, às heranças culturais e às assombrações que habitam o cotidiano. O destaque é Canções da Mata, de Danyel Viana, que abre a noite conectando paisagem, escuta e mistério em uma experiência sensorial enraizada no Mato Grosso.

Programação

17h – Canções da Mata, de Danyel Viana. 2026, 7 min., Brasil/MT.
17h07 – Fielmente, de Pablo Chacon. 2026, 8 min., Colômbia.
17h15 – Los Jimaguas, de Carlos Cipriano Gomes Junior e Amanda Vázquez Campos. 2026, 11 min., Brasil/Cuba.
17h26 – O Último, de Rodrigo Brandão e Cassiel Weitzel. 2025, 14 min., Brasil/MG.
17h40 – O Jogo de Dona Lourdes, de Hilda Lopes Pontes e Klaus Hastenreiter. 2026, 15 min., Brasil/BA.
17h55 – Fúrias, de Nica Maleoa. 2026, 18 min., Brasil/RS.
18h13 – Klaustrophobia, de João Londres. 2026, 20 min., Brasil/RJ.
18h33 – Maria, de Flávio Carnielli. 2026, 20 min., Brasil/SP.
18h53 – A Perdição de Lázaro, de Diego Paulino. 2026, 25 min., Brasil/SP.
19h18 – Matéria do Coração, de Leandro Waltrick. 2026, 25 min., Brasil/SC.
19h43 – Mata-Gato, de André Cunha. 2025, 25 min., Brasil/AM.

Sexta-feira, 30 de outubro – Noite de terrir, pop e drag

A sexta-feira é dedicada ao humor, à estética pop e às narrativas que subvertem as convenções do gênero. O destaque é Gorette – O Início, de Nícolas Mabilia, produção catarinense que antecede a exibição de Dragkiller e reforça a vocação da noite para o terrir, a sátira e a celebração das culturas queer.

Programação

17h – Paty, de Maria Luiza Staut. 2026, 5 min., Brasil/MS.
17h05 – Parasomnia, de Henrique Faria. 2026, 5 min., Brasil/PR.
17h10 – Assassinato na Feira do Livro, de Flávio Barboza. 2026, 8 min., Brasil/RS.
17h18 – Las Vegas, Cuba, de Felipe Lovo. 2026, 11 min., Cuba.
17h29 – Através da Sacada, de Ana V. Araujo. 2026, 15 min., Brasil/RO.
17h44 – Divino, de Gabriel Leon. 2026, 15 min., Brasil/SP.
17h59 – Lascívia, de Júlia Moreira Araújo. 2025, 17 min., Brasil/CE.
18h16 – Pirexia, de Nico da Costa. 2026, 20 min., Brasil/CE.
18h36 – Gorette – O Início, de Nícolas Mabilia. 2026, 25 min., Brasil/SC.
19h01 – Dragkiller, de Johnny Victor. 2025, 71 min., Brasil/MG.

Terrir leve, referencial e engraçado, Dragkiller brinca com as linguagens do cinema, da televisão, das drag queens e das redes sociais, transformando suas limitações materiais em criatividade, sátira e diversão.

Sábado, 31 de outubro – Fábulas, fantasmas e memórias afetivas

A sessão final reúne curtas que transitam entre o lúdico, o melancólico e o fantasmagórico. O destaque é Agnes Está com Fome, de Natália Martins, narrativa de apetite, desejo e estranhamento em sintonia com o clima de fábula sombria que marca a noite.

Programação

17h30 – Compost, de Erik Semashkin. 2026, 2 min., França.
17h32 – Formas, de Marcos Martínez. 2026, 7 min., Venezuela.
17h39 – TV Entreaberta, de Mateus Compart. 2026, 8 min., Brasil/MG.
17h47 – Gazeta Funerária, de Viktoria Lauterbach e Naiana Amorim. 2025, 11 min., Brasil/RS.
17h58 – Agnes Está com Fome, de Natália Martins. 2026, 15 min., Brasil.
18h13 – Olhe Atrás da Cortina, de Paula Pardillos. 2026, 16 min., Brasil/RN.
18h30 – Um Dia de Cão, de Natália Teles da Silva e Fróes. 2025, 19 min., Brasil/MG.
18h49 – Vicente na Cidade Fantasma, de Flávio Carnielli. 2026, 110 min., Brasil/SP.

No encerramento, Vicente na Cidade Fantasma apresenta uma introdução sensível ao cinema de gênero infantojuvenil, combinando fantasia, terror leve e folclore interiorano, com nuances de humor ítalo-paulistano-caipira. Entre perdas, afeto e memória, a obra constrói uma fábula delicada e acessível, com estética em preto e branco que equilibra horror e emoção.

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