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Grupo Baía Sul inicia revitalização do Imperial Hospital de Caridade, marco histórico da saúde

Primeira etapa contempla as áreas não tombadas com investimento próprio do Grupo Baía Sul e marca o início de um amplo projeto de recuperação arquitetônica do primeiro hospital de Santa Catarina

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O Imperial Hospital de Caridade, um dos mais importantes patrimônios históricos de Florianópolis e o primeiro hospital de Santa Catarina, inicia oficialmente um novo capítulo de sua história. Após a emissão do Alvará de Licença nº 0950 pela Secretaria Municipal de Habitação e Desenvolvimento Urbano da Prefeitura de Florianópolis, em 27 de julho de 2026, começam as obras da primeira etapa do projeto de revitalização das fachadas do complexo hospitalar, contemplando inicialmente as áreas não tombadas, com investimento integral de recursos próprios do Grupo Baía Sul.

Mais de 230 anos de história

Fundado em 1º de janeiro de 1789, o Imperial Hospital de Caridade acompanha há mais de 230 anos a história da saúde catarinense. Primeiro hospital do Estado, tornou-se referência na assistência à população e no desenvolvimento da medicina em Santa Catarina.

Desde 2022, quando passou a integrar a Hospital Care, por meio do Grupo Baía Sul, a instituição vem passando por um amplo processo de modernização, preservando sua tradição ao mesmo tempo em que amplia sua capacidade assistencial. Atualmente, o hospital conta com 143 leitos de internação, 58 leitos de UTI, dez salas cirúrgicas, pronto atendimento 24 horas e foi pioneiro na Grande Florianópolis na realização de cirurgia robótica.

Projeto alia preservação e revitalização

Embora o projeto tenha início pelas áreas não protegidas pelo patrimônio histórico, ele integra um plano completo de restauração das fachadas do hospital. A proposta foi aprovada pela Gerência de Patrimônio Histórico e Paisagem Urbana (SEPHAM), por meio do parecer técnico PTEC 204/SMPIU/SUPLAN/DPU/SEPHAM/2023, emitido em 19 de outubro de 2023, e recebeu autorização para execução com a emissão do Alvará de Licença nº 0950.

O parecer concluiu que as intervenções atendem aos critérios técnicos exigidos para bens tombados, garantindo a preservação das características arquitetônicas do conjunto histórico.

Patrimônio histórico preservado

O Imperial Hospital de Caridade possui tombamento parcial pelo município de Florianópolis e está inserido em uma Área de Preservação Cultural de Interesse Histórico-Cultural (APC-1). Por isso, todas as intervenções seguem critérios rigorosos de preservação definidos pelos órgãos responsáveis pelo patrimônio histórico.

Entre eles estão a valorização da arquitetura original, a diferenciação entre as edificações históricas e os blocos construídos posteriormente, a recomposição de esquadrias e vãos, reparos em alvenarias, reorganização das máquinas de ar-condicionado e outras melhorias previstas no projeto executivo de restauro.

“Iniciar a restauração das fachadas históricas representa um marco importante para o Imperial Hospital de Caridade. Mais do que recuperar um edifício, estamos preservando um patrimônio que faz parte da memória de Florianópolis e da história da saúde em Santa Catarina, sempre respeitando os critérios técnicos exigidos para um bem tombado”, comenta o diretor-presidente do Grupo Baía Sul, Sergio Brincas.

As cores ajudam a contar a história do edifício

Um dos diferenciais do projeto é justamente utilizar as cores, em cumprimento às exigências legais, para evidenciar a evolução arquitetônica do complexo hospitalar. As fachadas históricas receberão a cor original da edificação, Amarelo Açoriano, com embasamento em tom Minério de Ferro, respeitando suas características originais.

Já os prédios construídos posteriormente à década de 1950, que integram esta primeira etapa da revitalização, receberão tonalidades na cor Luzes da Cidade. A diferenciação permite uma leitura mais fiel da história do conjunto arquitetônico e elimina os chamados “falsos históricos”, princípio adotado pelos órgãos de preservação.

“Essa obra será muito importante para todo o complexo do Imperial Hospital de Caridade. A cor amarela que o hospital apresenta hoje não corresponde à tonalidade original da época do tombamento. Por isso, vamos resgatar o amarelo utilizado na década de 1970, uma tonalidade mais clara e suave, que também será aplicada na Capela Menino Deus. É uma forma de recuperar a identidade histórica do prédio, valorizar sua arquitetura e contribuir para a preservação desse patrimônio tão importante para Florianópolis e para Santa Catarina”, comenta Gustavo Vieira, Provedor da Irmandade Senhor Jesus dos Passos. 

Obra será realizada em três etapas

A restauração será desenvolvida em três fases. A primeira contempla a revitalização das fachadas não tombadas, financiada integralmente pelo Grupo Baía Sul.

Na sequência, terá início a recuperação das fachadas históricas localizadas nos blocos B, C, D e E, à direita da Capela Menino Deus, prevista para começar entre outubro e novembro deste ano, com duração estimada de quatro meses.

A terceira etapa compreenderá a restauração do Bloco A, localizado à esquerda da Capela Menino Deus, cuja execução dependerá da continuidade da captação de recursos por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Investimento próprio e mobilização da sociedade

Enquanto a primeira etapa é custeada integralmente pelo Grupo Baía Sul, as fases de restauração das fachadas históricas fazem parte do projeto cultural “Restauração das Fachadas Históricas do Imperial Hospital de Caridade” (PRONAC 238294), aprovado na Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

O projeto já recebeu aporte da própria Hospital Care, da ENGIE Brasil, e da Clínica Oncológica SOMA. A mobilização continua para captar recursos destinados à terceira e última fase do projeto, permitindo que empresas e pessoas físicas direcionem parte do Imposto de Renda devido para a preservação de um dos patrimônios históricos mais importantes de Santa Catarina.

Atendimento segue normalmente

Durante toda a execução das obras, o funcionamento do Imperial Hospital de Caridade permanecerá inalterado. O projeto contempla exclusivamente a restauração das fachadas e não prevê intervenções nas estruturas internas nem impactos no atendimento aos pacientes.

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