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Inflação acelera em março com alimentação e passagens, mostra índice da Udesc Esag

Em março deste ano, os alimentos consumidos em casa e as passagens aéreas puxaram a inflação mensal para cima

Os preços dos produtos e serviços consumidos pelas famílias de Florianópolis subiram 0,65% em março – curiosamente, variação igual à do mesmo mês em 2023. Em março deste ano, os alimentos consumidos em casa e as passagens aéreas puxaram a inflação mensal para cima.

O índice de 0,65% de março foi um pouco maior que os 0,59% registrados no mês anterior e vem acelerando lentamente desde o início do ano. A inflação desde janeiro está em 1,80%. Já o acumulado dos últimos 12 meses se manteve em 4,92%.

Os números são do Índice de Custo de Vida (ICV), calculado mensalmente pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), por meio do Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag), com apoio da Fundação Esag (Fesag).

Transportes

Entre os itens pesquisados, os preços relacionados aos transportes são os que mais pesam no orçamento das famílias, representando 21,7% dos gastos, em média. Como isso é levado em conta no cálculo da inflação, aumentos nesse grupo também tem grande impacto no índice geral.

Em março, foi justamente o grupo Transportes que teve a maior variação de preços (alta de 1,74%). Isso se deve principalmente ao aumento expressivo nos preços das passagens aéreas, que subiram 22,6%. Os combustíveis para automóveis subiram 0,49%, abaixo da inflação geral do mês.

Alimentação

O grupo Alimentação e Bebidas tem praticamente o mesmo peso que o de Transportes, representando 21,5% do orçamento das famílias. Os alimentos ficaram 0,51% mais caros, só que com os aumentos mais concentrados na comida comprada em feiras e supermercado para consumo em casa (alta de 0,83%). As refeições em restaurante e lanchonetes praticamente não tiveram aumento (0,05%)

Os maiores aumentos fora os das hortaliças e verduras (7,6%), com destaque para a beterraba (14,6%). Frutas subiram 4%, com altas como as do mamão (21,8%), morango (11,6%), laranja (9,9%) e banana branca (4%). Leites e derivados subiram 1,3%, com altas do leite longa-vida (2,7%) e leite em pó instantâneo (2,6%).

Tubérculos, raízes e legumes ficaram em média mais baratos (-1,5%), mas com grande variação entre os itens. Enquanto houve alta forte do tomate (26,3%) e da cebola de cabeça (13%), a batata inglesa teve queda de preço (-18,3%).

Outros preços

Além de alimentação e transportes, houve alta em março nos grupos com itens ligados a habitação (0,5%) e despesas pessoais (1,5%). Por outro lado, houve queda nos preços dos artigos de residência (-0,4%) e de vestuário (-0,9%). Nos grupos Saúde e Cuidados Pessoais, Educação e Comunicação os preços ficaram praticamente estáveis.

Sobre o Índice de Custo de Vida

O ICV/Udesc Esag registra a variação dos preços de 297 produtos e serviços consumidos por famílias de Florianópolis com renda entre 1 e 40 salários-mínimos. Para o último boletim mensal, os dados foram coletados entre os dias 1º e 31 de março. O índice é publicado regularmente desde 1968.

A metodologia é a mesma usada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o cálculo do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial para a meta de inflação nacional. Para o cálculo do ICV, a Udesc Esag conta com o apoio da Fundação Esag (Fesag) na atualização das ferramentas utilizadas.

Mais informações podem ser obtidas em udesc.br/esag/custodevida, onde é possível consultar os boletins mensais (desde 2010) e as séries históricas (desde junho de 1994) do ICV/Udesc Esag.

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