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Intestino solto e estufamento na barriga: quais as possíveis causas para sintomas tão comuns hoje em dia?

Médico gastroenterologista Nelson Cathcart Jr. explica as causas que podem ajudar no surgimento desses desconfortos

“Com essa variabilidade ambiental, claro que nossa digestão muda, mas quando esses sintomas deixam de ser esporádicos, tornam-se frequentes e interferem em nossa qualidade de vida (podendo gerar inclusive sintomas extra intestinais, como enxaqueca e lesões de pele), é importante investigá-los”, ressalta o médico.

E é durante o quinto mês do ano, o conhecido Maio Roxo, mês de conscientização sobre as Doenças Inflamatórias Intestinais, as conhecidas DIIs, que esse assunto ganha mais visibilidade e também surgem mais dúvidas sobre o assunto.

O médico comenta que um dos principais questionamentos é se o intestino solto e o estufamento na barriga tem relação com as doenças inflamatórias, que causam grandes inflamações e danos na mucosa do intestino, e a resposta é que sim. No entanto, elas, Crohn e Retocolite, não são as causas mais frequentes. Segundo o profissional, os principais motivos de intestino solto estão associados a quadros de intolerâncias alimentares, disbiose e doenças como a síndrome do intestino irritável, por exemplo.

“Os quadros de intestino solto ou diarreia são divididos em agudos, que são aqueles que duram até 14 dias e crônicos, que passam de um mês. As diarreias agudas possuem em sua maioria uma causa infecciosa (vírus, bactérias e protozoários), diferente da crônica onde doenças como síndrome do intestino irritável, doença celíaca e a tão falada intolerância à lactose, por exemplo, podem explicar estes quadros”, destaca.

Causas das alterações intestinais

Uma causa bem comum de estufamento e intestino solto (podendo em alguns casos cursar também com intestino preso), são as intolerâncias alimentares. Dentre elas, a mais comum, de acordo com o médico, é a intolerância à lactose (o açúcar do leite).

 “Essa intolerância pode atingir até 65% da população, em determinados grupos étnicos, e a sua principal causa é a não persistência da enzima (lactase) responsável pela sua absorção no nosso intestino, fazendo com que este açúcar fique disponível no intestino e isso cause grande fermentação pela nossa microbiota intestinal”, explica.

No entanto, outras intolerâncias podem causar sintomas e desconfortos intestinais, como a intolerância a frutose, intolerância ou sensibilidade ao trigo não celíaco, além outros carboidratos fermentadores (sigla em inglês FODMAP).

Essa sigla que significa: oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis fermentáveis, quer dizer que alguns alimentos, apesar de saudáveis, como brócolis, repolho, maçã, pêssego, nectarina, podem gerar, em alguns indivíduos, excesso de fermentação e sintomas.

“Lembrando sempre daquilo que falamos na época do Maio Roxo: os sinais de alarme como perda de peso, sangramento nas fezes, febre, anemia, diarreias e dores com despertares noturnos, estes sim devem investigados imediatamente, pois tem relação com as DIIs”, completa.

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