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Inflação anual em Florianópolis é 3ª maior do país, aponta Udesc Esag

Cidade caiu uma posição no ranking e diminuiu distância do índice nacional

Considerando a inflação acumulada nos últimos 12 meses, Florianópolis registrou em maio o terceiro maior índice entre 17 capitais. A inflação acumulada entre junho de 2023 e maio de 2024 na capital catarinense ficou em 4,61%. Até abril, a cidade estava em segundo lugar, mas foi ultrapassada em maio por Aracaju (SE), com 4,73%. A líder do ranking continua sendo Belo Horizonte (MG), com 5,07% de aumento dos preços em 12 meses.

Quando se considera apenas a variação dos preços nos cinco primeiros meses de 2024, Florianópolis subiu da 6ª para a 5ª maior inflação (2,56%). Neste caso, fica atrás de São Luís (4,08%), Aracaju (3,75%), Belo Horizonte (3,16%) e Recife (2,71%).

Índice

A inflação em Florianópolis é medida pelo Índice de Custo de Vida (ICV), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). O ICV é calculado mensalmente pelo Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag) da Udesc, com apoio da Fundação Esag (Fesag).

Nas demais cidades, os preços são aferidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para compor o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Como o ICV e o IPCA são calculados basicamente com a mesma metodologia, os dados são comparáveis.

Inflação acumulada em 12 meses:

1 Belo Horizonte (MG) 5,07% 
2 Aracaju (SE) 4,73% 
3 Florianópolis (SC)*4,61%
4 Belém (PA) 4,58% 
5 Brasília (DF) 4,27% 
6 São Luís (MA) 4,25% 
7 Grande Vitória (ES) 4,12% 
8 Fortaleza (CE) 3,98% 
BRASIL 3,93%
9 Campo Grande (MS) 3,89% 
10 São Paulo (SP) 3,86% 
11 Porto Alegre (RS) 3,83% 
12 Salvador (BA) 3,71% 
13 Rio de Janeiro (RJ) 3,71% 
14 Recife (PE) 3,66% 
15 Rio Branco (AC) 3,41% 
16 Curitiba (PR) 3,38% 
17 Goiânia (GO) 2,69% 

*Inflação medida pelo ICV/Udesc Esag, com a mesma metodologia do IPCA/IBGE, usado para as demais capitais e para o índice nacional.

O índice acumulado dos últimos 12 meses oferece melhor comparação das variações de preços entre as cidades do que se fosse usada a inflação mensal. O dado de 12 meses evita distorções provocadas por aumentos que acontecem apenas em determinadas épocas do ano, mas não ao mesmo tempo em todas as regiões, como as tarifas de energia, por exemplo.

Comparação

A alta de preços em Florianópolis continua acima do IPCA nacional, que fechou os últimos 12 meses em 3,93%, mas reduziu essa diferença em maio (de 0,99 para 0,68 pontos percentuais). Grandes cidades como São Paulo (3,86%), Rio de Janeiro (3,71%) e Brasília (4,27%) também tiveram inflação anual menor que a da capital catarinense.

O índice local também contrasta com os das outras duas capitais da Região Sul: Curitiba (PR) teve a segunda menor variação da lista (3,38%). Já Porto Alegre (RS), depois do caos nas enchentes, subiu da 16ª para a 11ª posição e está agora com 3,83% – ainda assim, abaixo dos números de Florianópolis e do Brasil.

A capital onde os preços menos subiram nos últimos 12 meses é novamente Goiânia (GO), onde a inflação acumulada caiu para 2,69%.

Preços locais

Em Florianópolis, os preços ligados à habitação foram os que mais puxaram a inflação local para cima, subindo 7,25% em 12 meses. Entre os itens que mais encareceram nesse período estão alguns ligados aos reparos em residências, como a mão de obra e peças de azulejo e piso, ambos com mais de 25% de aumento.

Em seguida vêm os transportes (6,64%), educação (6%) e alimentação (5,39%). Somados à habitação, esses grupos juntos são responsáveis em média, todos os meses, por mais de 60% dos gastos das famílias, segundo a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) do IBGE.

Os demais grupos pesquisados tiveram aumentos nos últimos 12 meses que ficaram abaixo do índice geral. É o caso das despesas pessoais (4,07%), artigos de residência (2,06%), saúde e cuidados pessoais (1,95%) e serviços de comunicação (1,33%). Já os artigos de vestuário ficaram mais baratos nos últimos 12 meses (-3,73%).

Índice de Custo de Vida

O ICV/Udesc Esag registra a variação dos preços de 297 produtos e serviços consumidos por famílias de Florianópolis com renda entre 1 e 40 salários-mínimos. O índice é publicado regularmente, todos os meses, desde 1968.

Saiba mais em udesc.br/esag/custodevida.

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